10 de julho de 2026
Política

Governo ainda não tem pressa para votar IOF sobre derivativos

Da redação JCNet
| Tempo de leitura: 1 min

O governo ainda não tem pressa e, por isso, não deve pressionar pela votação nesta semana da medida provisória (MP) que autoriza a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os derivativos cambiais.

A MP, que permite que o governo cobre até 25% do imposto e determina que o Conselho Monetário Nacional (CMN) passa a ser o responsável pela coordenação da supervisão do mercado de derivativos, é o primeiro item da pauta da Câmara dos Deputados.

Mas segundo o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo na Casa, a MP não será votada nesta semana e sim na próxima. Ele argumenta que o tema merece mais debates e que, por já ter votado várias matérias nas últimas semanas, não haveria motivos para apressar a pauta agora. Após a votação da matéria na Câmara, a MP tem de passar pelo Senado.

No final de julho, o governo anunciou que passaria cobrar alíquota de 1%, por meio do IOF, nas posições vendidas líquidas de câmbio no mercado futuro. A alíquota, no entanto, pode ser elevada para até 25%.

Naquele momento, o objetivo era evitar mais altas do real frente ao dólar, que já estava no patamar de R$1,50, o menor em 12 anos.

Agora, com a crise internacional mais aguda, o inverso está acontecendo e o real vem mostrando fortes desvalorizações frente à moeda norte-americana, que já chegou a bater no patamar de R$1,90.