Muitas empresas conseguiram separar as ações de sustentabilidade em um único departamento com diretoria independente, tornando parte da estratégia das empresas. As que ainda não tomaram a iniciativa de definirem a sustentabilidade como um objetivo estratégico estão patinando nos resultados e perdendo competitividade. A sustentabilidade não trata apenas do meio ambiente, precisa estar atuante no bem-estar dos funcionários e sociedade, além de auxiliar as empresas a terem lu-cro. Falando de meio ambiente, ideias não faltam. Faltam investimentos.
Uma pesquisa com 7.970 entrevistados nos 7 grandes países europeus sobre embalagens concluiu que 93% dos consumidores preferem embalagens de papel, pois sabem que o papel é proveniente de uma fonte reno-vável e fácil reciclagem, por isso é ambientalmente amigável. Minha opinião é que a pesquisa identificou uma preocupação ambiental forte nos europeus. Ainda não vi este tipo de pesquisa aqui no Brasil, mas pelo que vejo nas prateleiras dos supermercados, e nas ruas, o resultado por aqui seria outro. Muitas embalagens plásticas. E a quantidade está crescendo.
Em maio deste ano, aconteceu a Feira Internacional de Embalagens (Interpack), na Alemanha. Alguns empresários estrangeiros disseram que clientes dos Estados Unidos e Europa estão pedindo a redução do uso de petróleo nas embalagens, ou seja, redução de filmes plásticos por questões de poluição do meio-ambiente e por ser produto com alta vo-latilidade no preço. No entanto, não há como eliminar completamente o plástico, pois através dele é que conseguimos as barreiras ne-cessárias para conservação de cada produto. Mas, tem solução?
Sim! Estes empresários disseram que estão adotando o papel como solução e complementando com filmes plásticos de baixa gramatura. Sem que o impacto da crise econômica, que está passando pela Europa, tenha algum tipo de interferência, a tendência de consumo consciente continua levando em consideração as diferenças entre produtos ambientalmente corretos e aqueles com alto poder de gerar poluição em toda a cadeia de valor, no momento da compra. Tem solução? Sim. Depende de nós, como sociedade.
Marcos Augusto Vassoler