Havana - Cuba autorizou, pela primeira vez desde a revolução de 1959, que seus cidadãos comprem e vendam carros, numa das mais aguardadas reformas econômicas sob o comando do presidente Raúl Castro. Um decreto publicado ontem diz que cubanos e residentes estrangeiros poderão agora fazer o que quiserem com seus veículos, "sem qualquer autorização prévia de qualquer entidade".
Mas a regra, que entra em vigor imediatamente, prevê que só os residentes estrangeiros e os cubanos com autorização do governo poderão importar automóveis; os demais precisarão se limitar aos carros já existentes na ilha. A liberalização do comércio de veículos é uma das mais de 300 reformas aprovadas em abril num congresso do Partido Comunista (partido único).
Cubanos que estejam emigrando, por exemplo, poderão vender seus carros ou dá-los a parentes, o que até agora era proibido.
Estrangeiros que vivam temporariamente no país poderão comprar apenas dois carros, importados ou não, durante sua permanência.
Anteriormente, apenas os automóveis que já estavam em Cuba antes da revolução de 1959 podiam ser livremente comprados e vendidos, razão pela qual há nas ruas tantos carros da década de 1950 ou anteriores, geralmente norte-americanos - um verdadeiro cartão postal do país.