11 de julho de 2026
Nacional

Trabalhadores pedem garantias em caso de fechamento do Center Norte

Folhapress
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São Paulo - O Sindicato dos Comerciários de São Paulo realizou na manhã de ontem um ato de protesto em frente ao shopping Center Norte (zona norte de SP). Anteontem, a prefeitura multou o estabelecimento e deu um prazo de 72 horas para o Center Norte cumprir as exigências técnicas da Cetesb (agência ambiental paulista) sob pena de fechar as portas.

O shopping, o Lar Center (shopping de móveis do mesmo grupo comercial) e o hipermercado Carrefour - que aluga parte do terreno - foram construídos sobre um antigo lixão, onde há atualmente altas concentrações do gás inflamável metano. Para a Cetesb, há risco de explosões.

Os manifestantes pedem que todos os comerciantes do shopping - 6 mil, segundo o sindicato - sejam transferidos para filiais das respectivas lojas em outros locais durante o fechamento do shopping. Caso não haja vagas ou outras lojas, o sindicato exige que os trabalhadores tenham as férias pagas ou recebam algum tipo de benefício.

Outra reinvindicação é que o shopping reabra até o período de vendas do final de ano, quando, segundo o sindicato, os vendedores que recebem comissão pelas vendas chegam a ganhar até três vezes mais. Os vendedores também são a favor do cumprimento das medidas de segurança recomendadas pela Cetesb. O sindicato vai realizar uma assembleia para definir as reinvindicações na sexta-feira, com horário ainda não confirmado.

O shopping é um dos maiores da cidade - cerca de 100 mil pessoas passam diariamente pelo local. O fechamento foi determinado por tempo indeterminado, até que o estabelecimento comprove o cumprimento de todas as exigências ambientais.

Vendedores que trabalham nas lojas do shopping afirmam que, no período de uma semana, as vendas caíram pela metade. O motivo é a insegurança quanto à presença de gás metano na área.

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Condomínio também tem contaminação


Campinas - Uma torre do condomínio residencial Parque Primavera, em Campinas, também vive problema de contaminação. A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, deu até segunda-feira para que um sistema de retirada de vapores do subsolo do prédio entre funcionamento. Caso isto não ocorra, afirma a prefeitura, o local será interditado.

O local, um bairro antes fabril que agora passa por um processo de verticalização, está entre as dez áreas contaminadas críticas do Estado.