09 de julho de 2026
Esportes

Campeonato Brasileiro: A primeira ?final?


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Se Tite conseguiu consertar os problemas na defesa, o ataque do Corinthians parou de funcionar, a uma semana da tão aguardada estreia de Adriano. É uma péssima notícia porque o time precisa vencer o Vasco, neste domingo, às 16h, em São Januário, pela 27ª rodada, se quiser voltar à liderança do Campeonato Brasileiro.

Embora não perca há dois jogos, o Corinthians só marcou uma vez nas partidas contra São Paulo e Bahia. E, nas últimos quatro, balançou a rede duas vezes. Não é à toa que, dos quatro primeiros colocados da competição, é o que tem o pior ataque (37 gols em 26 rodadas). A explicação dessa queda de produção se dá pelo mau momento de seus atacantes. O artilheiro Liedson (9 gols) voltou a sentir dores no joelho - por isso não enfrentou o Bahia -, quase não treinou durante a semana e, ontem, foi vetado para a partida.

Em contrapartida, seu companheiro de ataque, Willian, pôde ser relacionado para a partida. As duas informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa do Corinthians, que confirmou também que o atacante Adriano realizou mais um treino com bola, desta vez com os reservas. Willian vive jejum de nada menos que 17 rodadas sem marcar. Seu último gol foi contra o Internacional, em 14 de julho, ainda no primeiro turno. "Você vai ser sempre cobrado por não fazer gol, mas o treinador reconhece a forma que a gente colabora nas partidas", disse o atacante.

Emerson, que vinha bem, está suspenso por duas partidas. E Jorge Henrique, que já viveu dias melhores, só entra em campo quando Willian e Liedson não podem jogar. Já Adriano teve a sua volta cogitada para este domingo. Poderia até ficar no banco de reservas, mas foi vetado pela comissão técnica. Sua estreia ficou mesmo para o próximo domingo contra o Atlético Goianiense, no Pacaembu - os ingressos de arquibancadas já estão esgotados.

Com esse cenário, Tite até cogitou enfrentar o Vasco reforçando o meio de campo com Edenílson e adiantando Alex, como fazia quando dirigia o Internacional. Mesmo com esses problemas, o treinador não pensa em mudanças radicais. Ele aposta na linha de quatro defensores, rejeitando a entrada de um terceiro zagueiro para suprir a falta de um bom atacante. "O Corinthians não jogava com três zagueiros com o Mano (Menezes), nem com Adílson (Batista) e nem comigo. Se eu fizer isso, vou quebrar a maneira de a equipe pensar em campo".

O técnico teme duas jogadas manjadas do Vasco. A bola área e as cobranças de falta de Juninho Pernambucano. E também pediu atenção com o meia Diego Souza, que vive grande fase. Só a vitória dará ao Corinthians a liderança - tem 47 pontos, contra 49 do rival carioca. Mas um empate também será comemorado, mesmo que o São Paulo o ultrapasse com vitória sobre o Flamengo. "Não considero esse jogo como o do título porque faltam 36 pontos a serem disputados. E seja qual for o resultado, não vai definir o campeão", disse Tite.


Em casa, Vasco encara jogo como ?decisão?

Ao entrar em campo para o confronto contra o Vasco, neste domingo, às 16h, é bom que o Corinthians esteja preparado técnica e psicologicamente. Pois do outro lado vai encontrar uma equipe confiante e segura no aspecto técnico/tático e com motivação extra no campo emocional. Convocados para a Seleção na vitória sobre a Argentina, Dedé, Rômulo e Diego Souza são atualmente os pilares da formação vascaína, devidamente auxiliados por Juninho Pernambucano.

Com Dedé na zaga, Rômulo na cabeça de área e Diego Souza desfilando eficientemente entre o meio e o ataque, o trio é a espinha dorsal do time do técnico interino Cristóvão Borges, que vai contar com apoio de mais de 20 mil torcedores em São Januário. "Você vê o Dedé jogando cada partida como se fosse uma final. O Rômulo é muito regular e tem uma maturidade incomum para alguém de apenas 21 anos. O Diego tem muita experiência e sabe que as coisas podem mudar rapidamente. Está aproveitando uma fase espetacular", elogiou Cristóvão.

Para o técnico interino, que tem comandado o grupo com a mesma tranquilidade de Ricardo Gomes, o aspecto emocional é tão importante quanto o papel em campo. De volta da experiência vitoriosa na Seleção, a trinca espalha para o grupo a autoestima e a confiança de jogadores que vivem grandes momentos na carreira.

"A convocação por si só já é muito importante. Jogar e jogar bem, receber elogios, dá muita moral. Não apenas para ele, mas para todo o grupo, que se sente reconhecido", destacou Cristóvão, que disse que ele e Ricardo Gomes dedicaram especial atenção à Diego Souza, uma contratação de risco pedida por eles. "Demos um aperto nele. Ele entendeu e está sendo muito benéfico para ele e o time".

Diego Souza sabe que precisa se dedicar e manter a boa fase. Ele viveu o ápice da carreira em 2009, quando foi eleito o melhor jogador do ano pelo Palmeiras, chegou à Seleção e depois viveu sua pior temporada em 2010. Elogios e críticas, hoje, são relativizados para que o deslumbramento não ofusque e o desânimo não tome conta. "Vivi três bons anos entre 2007 e 2009. Depois sofri muito em 2010. Este ano a mudança para o Vasco me encontrou em forma e as coisas estão dando certo", comemorou o meia, autor de cinco gols nos últimos três jogos do Vasco.

Cristóvão Borges tem time quase completo para a partida. Recuperado de cirurgia no joelho, Felipe deve ficar no banco e a única alteração com relação ao time que derrotou o Cruzeiro na última rodada será a saída de Fellipe Bastos, suspenso, para o retorno de Eder Luís.