09 de julho de 2026
Regional

Em Piratininga, os acidentes graves ocorrem nas vicinais

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A movimentação de veículos na área urbana de Piratininga assusta quem chega das grandes metrópoles. Poucos carros e motos circulam em amplas vias garantem uma tranquilidade sem igual. O trânsito na cidade não é sinônimo de estresse e nem de perda de tempo, os deslocamentos ocorrem de maneira prazerosa. Tão prazerosa que os moradores ‘esquecem’ de usar os equipamentos de segurança, como pede o Código de Trânsito Brasileiro.

Alguns minutos em frente à praça principal bastam para constatar que são muitas as infrações de trânsito. Em pouco tempo é possível constatar que os motociclistas aderiram à viseira levantada como ‘lei’ e grande parte dos motoristas não usa cinto de segurança. Alguns falam ao celular e outros transportam cachorro soltos no interior do veículo.   

Se na área urbana essa negligência ainda não resultou em acidentes graves foi por pura sorte. Nas estradas vicinais do município o mesmo não se repete. Recentemente, um acidente mostrou que não usar cinto de segurança faz falta, comenta o sargento Rui Franco Godoi Júnior. “Um acidente em que o motorista estava sem cinto de segurança resultou em morte. A vítima foi arremessada para fora do veículo e a passageira sofreu leves lesões.” 

Em outro acidente que também resultou em vítima fatal, o veículo que bateu de frente com a moto estava com problemas na documentação e não tinha condições de dirigibilidade. “Na área urbana acontece com frequência quedas de moto que resultam em lesões. Com o capacete solto, a vítima machucou a cabeça. Se estivesse com o equipamento ajustado de forma regular, teria evitado a lesão.”

Para o comandante da 3a Cia da PM, capitão Jeferson  Campos de Santana, as fiscalizações que culminam com autuações em Piratininga são voltadas para o bem do usuário do veículo. “O cinto de segurança é vital para proteger o motorista, o capacete só estará apto a exercer sua função, para qual foi indicado, se estiver ajustado corretamente. Aqui não temos problemas de alta velocidade, mas a população negligencia as obrigações previstas em lei.” 

Ele propõe a conscientização. “As fiscalizações são feitas e geram certo conforto. Para minimizar essa situação, fazemos campanhas educativas. Recentemente, foi feito uma delas nas escolas para conscientizar as crianças. As fiscalizações são voltadas a criminalidade, mas quando abordamos um veículo, acabamos verificando tudo.”

Para o capitão Jeferson, na cidade é possível identificar todo tipo de infração de trânsito: pessoas falando ao celular enquanto dirigem é um dos problemas mais comuns.

Alguns estudos dizem que falar ao celular durante um  deslocamento é mais perigoso do que dirigir embriagado”, diz o comandante da Companhia da PM.

 

Criminalidade sofre baixa

 

Apesar das críticas sobre as fiscalizações de trânsito em Piratininga, o comandante da 3a Cia da PM enfatiza que houve queda nos índices de criminalidade. “Em 2010, registramos 12 roubos, um dos crimes mais preocupantes, e dois roubos de veículos. Este ano, apesar de não ter terminado, registramos dois roubos e um roubo de veículos.”

O furto de veículos foi um dos itens que despertou a atenção da polícia. No ano passado, foram dois. Neste ano, já são seis. Uma única pessoa de Piratininga estava furtando motos. Depois da prisão do acusado pela Delegacia de Agudos, os números estacionaram. 

As infrações de trânsito na cidade aumentaram, segundo o capitão Jéferson de Santana. “A comparação foi feita de agosto deste ano até setembro do ano passado e agosto do ano passado até setembro de 2009. No primeiro período, foram registradas 156 autuações,  de setembro de 2010 até agosto de 2011,  491.”

O número de acidentes também caiu.  “No primeiro período, de setembro de 2009 a agosto de 2010, foram registrados 72 acidentes com e sem vítima. No mesmo período de 2010 e 2011, mesmo aumentando frota de veículo, foram registrados só 60 acidentes. No caso de acidente com vítima a  redução foi de 20%.”