10 de julho de 2026
Regional

Polêmica envolvendo Câmara de Piratininga está resolvida


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A polêmica envolvendo PM e Câmara de Piratininga não é o assunto preferido do ex-presidente da Casa, José da Graça de Oliveira. Depois da repercussão negativa e da boataria de que a Câmara queria intervir no trabalho da polícia, ele teria mudado o discurso, comentam os moradores.

Na entrevista, ele vai logo dizendo que é  policial militar e que  jamais quis intervir na ação da polícia. “O que a Câmara pediu foi que o mesmo empenho da polícia seja empregado no combate às drogas, na captura de marginais e na fiscalização na porta das escolas. Jamais iria pedir que não fosse feito bloqueio de trânsito. Na verdade, minhas palavras foram mal  interpretadas. Eu pedi bom-senso. Para  que a polícia use bom-senso nas fiscalizações.”

O pedido teria ‘nascido’  depois que um vereador foi  fiscalizado e estava com os documentos vencidos, explica. “Na versão do vereador, os policiais estavam escondidos e saíram em perseguição à moto ocupada pelo vereador com a sirene ligada. Ele não questionou a abordagem, mas sim a maneira como foi abordado. É lógico que toda classe é unida.”   

Oliveira nega que tenha solicitado uma reunião com o comando da PM para pedir a cabeça do policial. “Nossa reunião não tratou do trânsito, mas da falta de efetivo e de novas viaturas, dentre outros assuntos.”

O comandante da 3a Cia PM, capitão Jéferson Campos de Santana, diz apenas que o policial que trabalha se pautando na lei não sofre represália em Piratininga. “Algumas pessoas gostariam que o policial prevaricasse, mas ele não pode prevaricar. Para mim, não foi solicitada transferência de policial. A ação de fiscalização foi  elogiada pelo juiz e pelo Ministério Público.” 

O capitão Jéferson de Santana explica que o trabalho de fiscalização não está focado somente no trânsito. “Quando fiscalizamos um veículo, estamos coibindo os crimes como furto, roubo porte de entorpecente e pessoas procuradas pela Justiça. Desde 1997 que o policial não pode mais dar uma advertência verbal, se encontrar algo irregular tem que autuar. Se a infração for leve, a pessoa pode pedir para converter.”