Vamos começar pela má notícia. Trata-se do escândalo envolvendo um advogado super-conhecido, ex-candidato a cargos públicos, forte atuação partidária e defensor de causas representativas no mundo jurídico. Um aspecto que impressionou muito e de forma profissionalmente correta foi a cobertura dada por toda a imprensa regional e nacional (TV). A imprensa mostrou uma sensibilidade maior que o Judiciário, que no início negou a prisão, e deu um tom de importância e seriedade que o caso merece. Outro fator que impressiona é a coragem da filha que assume a responsabilidade e todo o risco inerente ao processo.
Quanto à mãe e a família, lamenta-se a falta de compromisso com a verdade e a dúvida sobre o que eles querem esconder. Relevante e absurda foi uma nota do PSTU ? Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, que reconhece a gravidade e apoia a punição, mas reforça que esta situação extrema de violência é fruto do modo de produção capitalista, que utiliza a opressão como meio de manter a exploração. E culpa o sistema capitalista pelo ocorrido. Ainda bem que os leitores deste jornal sabem entender o absurdo deste texto. Como sociedade, esperamos um desfecho para o caso onde filhos e crianças ameaçadas sejam protegidas e amparadas . Este é o objetivo maior. A notícia boa da semana foi divulgada na se-gunda-feira e refere-se às pesquisas da USP sobre a geologia do nosso solo com relação à proteção do Aquífero Guarani. A matéria é téc-nica e comenta quanto o nosso aquífero está preservado e possui condições favoráveis de manutenção do seu atual estado. Esta matéria reforça a posição equilibrada do deputado Pedro Tobias, da última sexta-feira, dia 23.
O deputado criticou o mau uso da discussão sobre o cerrado e foi contra o extremismo, ou seja, agora é tudo proibido e a cidade perde para satisfazer os defensores do mato. Estão explorando o caso com interesses políticos. Lembro que até a pouquíssimos anos atrás a prefeitura notificava os terrenos com mato e o proprietário era obrigado a cortá-lo. Mato era sinônimo de sujeira, bichos, etc... O que seria de Bauru sem a Nações Norte, Nações Unidas, Getúlio Vargas e tantas outras vias, cujos terrenos eram matos, brejos, córregos, etc... Portanto, precisamos ter equilíbrio e responsabilidade nas decisões públicas tomadas. Bauru precisa de Fórum, expansão de universidades, indústrias, atacados, comércio, serviços, etc... Cabe ao poder público municipal e estadual viabilizarem as condições para o crescimento e modernização da cidade.
É esta expansão que garantirá novos em-pregos, melhores renda e qualidade de vida a nossa população. Imaginar que podemos perder uma das mais importantes empresas da cidade, que possui área própria e quer expandir os seus atuais negócios, é um absurdo e devemos trabalhar a favor dos interesses dessa empresa. Portanto, juízo e equilíbrio. Seremos eternamente julgados por aquilo que realizarmos na nossa época/geração. Boa semana!
O autor, Ricardo Coube, é diretor presidente do Grupo Tiliform