Que a imprensa, não apenas a de Bauru, mas a de todo o Brasil, caminhe com todos os devidos cuidados e sempre se pautando pela mais rigorosa ética e o mais prudente dos rigores na apuração dos fatos ao se no-ticiar qualquer assunto, ainda mais os de natureza policial criminal, até porque ela mesma, a imprensa e sua credibilidade junto a todos em sociedade, pode vir a posterior ser uma vítima ao colaborar indiretamente devido a um trabalho de apuração mal feito ou ainda por conclusões de açodamento, em tramas urdidas por interesses vários ou mesmo mentiras e alucinações de terceiros, gerando enorme confusão social ! E isto já aconteceu no passado...
A lição, ocorrida na capital paulista, de uma situação publicada por um grande jornal de circulação e tida como um ?crime? e que somente depois verificou-se ser coisa falsa e que ficou conhecido nacionalmente como "escândalo da Escola de Base", não pode ser esquecida nunca pelos bons profissionais de imprensa seja aonde for! Costumo dizer que a caneta de um jornalista é mais letal que uma arma de fogo, pois quando uma arma é disparada o pior que pode ocorrer é um vida se perder, mas quando um jornalista erra sobre a reputação de um ser humano, é a própria vida em vida daquela pessoa a ser destruída indelevelmente e não adianta depois mil publicações dizerem ao contrário em "erratas", pois o que fica na mente das pessoas, curiosamente, é a primeira e erronea informação e indenização alguma no mundo apaga tal erro.
Por último, sem querer dar lição de como a imprensa deve se pautar, mas falando como leitor de jornais e cidadão credente nas leis (sim, eu ainda sou um ingênuo!), todo cuidado deve ser redobrado com "fontes" de origem oficial. A justiça em nações e sociedades civilizadas é algo a cargo da Justiça e jamais deve feita pelas próprias mãos ou instigada ao excitar multidões por manchetes de jornal... qualquer jornal ! Jornalista, sim!, "justiceiro" com caneta, jamais!!!
Paulo Boccato - São Carlos/ SP