09 de julho de 2026
Nacional

Decisão judicial não impede corte de ponto


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São Paulo - Os Correios afirmaram que a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10.ª Região, que proibiu o corte do ponto dos grevistas, não vale para todo o País. Segundo eles, uma decisão de caráter nacional só pode sair do Tribunal Superior do Trabalho (TST). As informações são da Agência Brasil.

Por meio de nota, a estatal disse que a decisão vale apenas para o Distrito Federal e o Tocantins, as duas unidades da Federação que integram a região do tribunal.

A empresa também disse que não foi notificada de qualquer decisão judicial que impeça o desconto dos dias parados dos grevistas em caráter nacional e que, atualmente, há mais de 20 ações judiciais em diferentes Estados com decisões divergentes sobre o desconto.

â??Nas localidades em que a decisão é desfavorável à empresa, a ECT (Correios) está providenciando recurso para reverter a situaçãoâ?, diz trecho da nota.

De acordo com os Correios, no Rio de Janeiro e em São Paulo - cidades que reúnem o maior efetivo da empresa - o não pagamento dos dias parados está mantido por decisão judicial. â??A decisão desse tribunal (TRT da 10.ª Região) não pode se sobrepor à de outros tribunais que tiveram decisões diferentesâ?.

O argumento dos Correios é contestado pelo advogado da Federações Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), Rodrigo Torelly.

Segundo ele, a decisão do desembargador Mário Macedo Caron, do TRT da 10.ª Região, é nacional, uma vez que a ação foi proposta pela federação em nome de toda a categoria, com a autorização dos 35 sindicatos filiados.

â??Impetramos mandado de segurança em nome da federação, substituindo a categoria todaâ?, disse o advogado, lembrando que a multa que o desembargador determinou para o caso de descumprimento da decisão é relativa à folha nacional de pagamentos dos Correios.

 

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Bancários prometem

intensificar mobilização

 

São Paulo - Os bancários prometem intensificar em todo o País, a partir desta semana, a greve deflagrada na última terça-feira."Queremos quebrar a intransigência dos bancos públicos e privados", diz Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeira (Contraf), filiada à Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT).

Ontem ,o comando nacional de greve se reuniu, em São Paulo, para avaliar os rumos do movimento. A categoria reclama do "silêncio" da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Segundo a Contraf-CUT, a entidade patronal não manifestou, até agora, intenção de retomar as negociações.

Os trabalhadores entraram em greve após rejeitar a proposta de reajuste de 8% sobre os salários. De acordo com eles, esse percentual representa 0,56% de aumento real. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8%. Esse percentual representa, destacam, 5% de aumento real mais a inflação do período.

A categoria quer ainda valorização do piso, maior participação nos lucros e resultados, abertura de contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, extinção de metas que consideram abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento aos clientes.

De acordo com a Contraf-CUT, o movimento paralisa bancos públicos e privados em 25 Estados e no Distrito Federal. A entidade espera que hoje os bancários de Roraima também suspendam as atividades.