11 de julho de 2026
Internacional

Israel aceita negociar paz na Palestina


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Teerã - Israel aceitou ontem a proposta do Quarteto para o Oriente Médio (formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU) para reiniciar nas próximas semanas o processo de paz com os palestinos, informou o escritório do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

“Israel dá as boas-vindas à convocação do Quarteto para negociações diretas entre as partes, tal como propuseram o presidente (Barack) Obama e o primeiro-ministro Netanyahu”, indica um comunicado divulgado pelo gabinete do chefe do governo israelense.

O comunicado oficial também insta os palestinos a “fazer o mesmo e entrar em negociações diretas sem demora”. “Israel recebe favoravelmente o pedido do Quarteto por negociações diretas e incondicionais entre nós e os palestinos”, afirmou.

Esta é a primeira reação oficial à proposta do Quarteto, mas vários ministros já haviam reagido de maneira positiva. “Apesar de Israel ter reservas que serão apresentadas no momento apropriado, pede à Autoridade Palestina que siga seu exemplo e inicie sem mais demora negociações diretas”, disse o comunicado.

O Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) declarou na quinta-feira que “não pode aceitar negociações que não tenham os limites mínimos de responsabilidade e seriedade em vista da continuidade dos assentamentos e confisco de terras e a destruição de propriedade palestina por parte dos colonos” israelenses.

A OLP reafirmou “seu compromisso com a solução de dois Estados nas fronteiras de 1967 e sua vontade de negociar para alcançar essa solução”, e pediu ao governo israelense “que se comprometa com todas as bases e referências no pedido do Quarteto, em particular as que se referem ao fim da atividade colonial e ao reconhecimento das fronteiras de 1967 para que as negociações possam começar”.

Em um texto publicado após o pedido palestino de adesão à ONU como Estado membro, o Quarteto propôs a retomada das negociações de paz com o objetivo de alcançar um acordo no mais tardar no fim de 2012.

O processo de diálogo promovido por Washington está paralisado há mais de um ano.

 

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  Fim de colonização

 

Ramallah - As autoridades palestinas rejeitaram o comunicado de Israel de ontem de que aceitava retornar às negociações diretas de paz, desde que “sem condições prévias”.

Os palestinos reiteraram que só voltam a dialogar se os israelenses congelarem a construção de novos assentamentos judeus na Cisjordânia e aceitarem as fronteiras anteriores a 1967 como base para um acordo entre as partes.

No Cairo, o negociador da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Saeb Erekat, disse que o comunicado israelense é um “exercício de ludibriar a comunidade internacional”.

“Se (Netanyahu) aceita o comunicado do Quarteto, então deve anunciar que acabará com a colonização e aceitar as fronteiras de 1967, porque isso é claramente o que pede o Quarteto”, afirmou Erakat. O comunicado israelense “é uma manobra que busca enganar a comunidade internacional”.

O ministro das Relações Exteriores egípcio, Mohamed Amro, reiterou o apoio à reivindicação palestina à ONU alegando falta de seriedade por parte de Israel para alcançar uma solução definitiva, segundo um comunicado oficial.

Em um texto publicado após o pedido palestino de adesão à ONU como Estado membro no último dia 23, o Quarteto propôs a retomada das negociações de paz com o objetivo de alcançar um acordo no mais tardar no fim de 2012. O processo de diálogo promovido por Washington está paralisado há mais de um ano.

Os palestinos consideram que no comunicado do Quarteto existe a exigência de acabar com a colonização e a referência das fronteiras de 1967, enquanto os israelenses acreditam que o comunicado não contém nenhuma “condição prévia” para a retomada das discussões.

A declaração pede que as duas partes se “abstenham de realizar atos provocadores” e reitera as obrigações dos dois resultantes do Mapa do Caminho de 2003, que exigia o fim da violência, do terrorismo e da colonização israelense.