O corpo da comissária de bordo Sylvia Katheriny D?Any Paixão Torreta, de 23 anos, morta na queda de um monomotor no último sábado, foi velado e sepultado em Bauru no início da tarde de ontem. Os familiares ressaltaram que Sylvia batalhava para realizar o sonho de pilotar aeronaves para empresas comerciais. Silvia Regina Paixão Torreta, mãe da comissária, veio de São Paulo, onde reside, para o velório no Centro Velatório Terra Branca e para a cerimônia de sepultamento no Cemitério da Saudade, por volta do meio-dia.
De acordo com Euclides Paixão Torreta, tio de Sylvia, a comissária de bordo nasceu no município de Guarulhos e, quando criança, estudou na E.E. Professor Francisco Antunes, em Bauru. Ele comenta que, após aprimorar a língua inglesa residindo nos Estados Unidos, a sobrinha voltou ao Brasil e se formou comissária de bordo, com cerca de 18 anos de idade.
Desde então, explica o tio, ela passou a investir em uma carreira no setor aéreo, em plena expansão. Euclides conta que a sobrinha trabalhou por algum tempo em uma das principais companhias aéreas brasileiras. Sylvia Katheriny também cursou a preparação para piloto privado e comercial. Ainda conforme o tio, a jovem havia obtido o brevê de piloto e já atuaria como instrutora de voo.
Em Bauru, residem tios e primos da comissária que ampararam sua mãe durante o velório e sepultamento, muito abalada com a perda, assim como os demais familiares.
Acidente
Sylvia Katheriny morreu, juntamente com outras três pessoas, no último sábado na queda do monomotor modelo Bonanza, no município de Marabá Paulista, distante 354 quilômetros de Bauru. De acordo com Euclides, ela viajou para Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e retornava para Valinhos, em São Paulo.
Ela viajava com a família do empresário Ângelo Rafaeli D?Elia, 51 anos, que pilotava a aeronave e residia em Valinhos. No acidente aéreo também faleceram os filhos de Ângelo, Rafael, 12 anos, e Bruna, 23 anos, conforme informou o JC na edição de ontem.
O clima não era bom no momento da queda do avião, com tempo chuvoso e ventania. Um passageiro teria passado mal e o piloto solicitou orientação de qual aeroporto mais próximo para uma descida à torre de controle do aeroporto de Londrina (PR), conforme informações prestadas pelo Corpo de Bombeiros de Presidente Prudente. Na sequência, a aeronave teria desaparecido das telas de rastreamento.
Pouco tempo depois, moradores de um sítio de Marabá Paulista ouviram o estrondo do choque do avião com o solo e a explosão. A motivação do acidente aéreo está sob averiguação do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Seripa IV).