Gostei muito da coragem e da seriedade com que o sociólogo José dos Reis, da Unesp de Araraquara, disse na edição de segunda-feira no JC. A sensação que tenho é que todos - OAB, Imprensa, igrejas, sindicatos...- assistem passivamente, com um silêncio conivente, a condenação pública de um cidadão suspeito de que tenha cometido crimes de atentado violento ao pudor e estupro e disparam pré-julgamentos na mesma dimensão da inquisição. Realmente as reações emocionadas da sociedade podem levar à execução de inocentes; cautela é fundamental em momentos assim. Para isso existe o trâmite de processo com segredo de justiça. Muito bem lembrado o caso dos dois professores da Escola Base na Capital, anos atrás, onde armou-se um grande espetáculo e levou-se a execuções de inocentes, antes do veredicto final. A conclusão de inocência veio muito depois que o estrago dos pré-julgamentos já haviam causado prejuízos irreparáveis. Parabéns, sociólogo, que mesmo não sendo de Bauru levantou uma bandeira do bem, do equilíbiro e de respeito aos direitos humanos.
Paulo R. V. Marques - casado e pai de três filhos