09 de julho de 2026
Nacional

Vigia mata cliente em agência bancária

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

André Caramante

São Bernardo do Campo - O segurança de uma agência do Bradesco matou um correntista com quatro tiros ontem, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), após uma discussão. O funcionário à serviço do banco foi preso em flagrante.

Segundo a polícia, Sandro Antônio Cordon, 33 anos, tinha ido à agência na última sexta-feira. Ao ser barrado na porta giratória, discutiu com o vigilante e teria o ameaçado de morte.

Por volta das 10h20 de ontem, Cordon voltou ao Bradesco, pegou uma senha, pagou uma conta e foi para o 1.º andar, onde estava o vigilante Jonatas Pereira Lima, 29 anos. Houve uma nova discussão. O segurança acertou três tiros nas costas e um na barriga do correntista. Cordon morreu na hora.

Segundo o vigilante disse à polícia, Cordon fez movimentos indicando que iria sacar uma arma.

Antes de ser baleado, Cordon tentou se esconder atrás de uma recepcionista do banco, que viu tudo acontecer. As câmeras de segurança do Bradesco gravaram todos os momentos do crime.

A namorada de Cordon disse que ele também trabalhava como vigilante em um mercado, no centro de São Paulo, e estava sem manter contato com seus familiares havia cerca de dois meses.

Lima é um dos vigilantes da Protege, empresa contratada pelo Bradesco para fazer a segurança da agência de São Bernardo do Campo.

Por meio de nota oficial, o banco afirmou ontem que "lamenta profundamente a perda e presta total solidariedade aos familiares". A Protege, também por meio de nota, informou que "está empenhada em auxiliar a polícia" e que todos os seus vigilantes "são qualificados, selecionados e treinados, conforme estabelece a legislação específica da atividade de segurança privada".

A Protege não informou se Lima registrou na polícia a ameaça que ele diz ter sido feita por Cordon na sexta-feira. A reportagem não localizou o advogado de Lima ontem.

Em maio de 2010, o aposentado Domingos Conceição dos Santos, 47 anos, foi morto com um tiro na cabeça ao tentar entrar no Bradesco de São Miguel Paulista, na zona leste. Ele tinha marca passo e foi barrado na porta giratória.

O tiro foi dado pelo vigilante Pedro Gonçalves de Almeida, 39 anos, da empresa de segurança Guarda Patrimonial (GP). Almeida alegou legítima defesa e ficou preso até fevereiro deste ano, quando foi solto pela Justiça, que decidiu mandá-lo a julgamento, ainda sem data marcada.