10 de julho de 2026
Internacional

Vencedor do Nobel de Medicina morre antes de saber do prêmio


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Estocolmo - O anúncio do Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina deste ano foge do roteiro habitual: é a primeira vez desde os anos 1970 que um pesquisador já morto - e que usou as descobertas que fez para tratar sua doença - compartilha a láurea.

Nem a organização do prêmio sabia que o canadense Ralph Steinman tinha morrido na última sexta, aos 68 anos, de um câncer no pâncreas. Mesmo assim, a Fundação Nobel confirmou que metade do prêmio total de 10 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 1,5 milhão) irá para a família de Steinman (leia mais no texto abaixo).

Junto com o americano Bruce Beutler, do Instituto de Pesquisa Scripps, e Jules Hoffmann, nativo de Luxemburgo, Steinman ajudou a decifrar as minúcias do sistema imune (de defesa) do organismo, trabalho que começou com animais de laboratório e chegou aos humanos.

Os resultados dessa compreensão estão começando a aparecer. São formas novas e promissoras de produzir vacinas, ensinando o organismo a reagir de forma mais precisa quando for atacado.

Outra possibilidade é fazer com que o próprio corpo destrua tumores, fazendo com que ele "entenda" de que se trata de um inimigo lá dentro. Ou, no caso das doenças autoimunes, em que o corpo tem ação autodestrutiva, seria viável deter o processo.