11 de julho de 2026
Regional

PF apreende arquivos de pedofilia em investigação junto com o FBI

Por Da Redação
Atualizada às 10h25<
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| Tempo de leitura: 2 min

Ibirarema – Dando sequência às investigações de combate a pedofilia conduzidas pela Interpol do Reino Unido, com apoio do FBI, a Polícia Federal de Marília identificou um homem, morador de Ibirarema (178 quilômetros de Bauru), suspeito de integrar uma rede de distribuição de materiais com conteúdo pornográfico infantil pela Internet. Ontem, policiais federais foram até sua residência e apreenderam um computador com arquivos relacionados ao crime.

De acordo com a Polícia Federal, o responsável pelos materiais, que não teve a identidade revelada, atuava na mesma rede de um homem conhecido como “Preteenrio”, preso na semana passada, em Campinas, durante operação batizada de Helsing, com cerca de 500 arquivos de fotos e vídeos de pornografia infantil armazenadas em seu computador.

Ele foi identificado após policiais federais infiltrados na Internet receberem os materiais. “As fotos foram interceptadas pela Polícia Federal e analisadas, revelando se tratar de relação sexual entre crianças (heterossexuais e homossexuais), que eram armazenadas e compartilhadas pelos membros da rede de pedofilia”, revela.

Quando chegaram à casa do suspeito em Ibirarema, com mandado de busca e apreensão em mãos, os policiais encontraram o computador ligado, baixando arquivos da Internet a partir de redes de compartilhamento de arquivos, além de grande quantidade de software copiado, sem registro, e farto material pornográfico.

Segundo a polícia, ainda não é possível saber se as imagens interceptadas nas transferências e apreendidas nos HDs locais eram produzidas pelos investigados ou apenas distribuídas por eles. A nacionalidade das crianças e adolescentes que aparecem nas fotos também será investigada. O homem, que não estava na residência, será intimado a prestar depoimento.

O armazenamento de imagens de conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes pode resultar em pena de 1 a 4 anos de prisão. A troca destes arquivos (distribuição em mídias ou redes de computadores) eleva a pena para 3 a 6 anos. Se for comprovado que o investigado produzia as imagens ou comercializava o material, a pena pode variar de 4 a 8 anos.

De acordo com a Polícia Federal, a pedofilia, hoje, acabou se transformando em um ‘negócio’ que movimenta, por ano, cerca de US$ 10 bilhões.