O inquérito sobre Davi Mota Nogueira, 10 anos, que atirou em uma professora e depois se matou na Escola Municipal de Ensino Alcina Dantas Feijão, em São Caetano, será encerrado sem conclusão. A informação é da delegada responsável pelo caso, Lucy Mastellini Fernandes, titular do 3º DP (Distrito Policial) da cidade, que concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (4).
Segundo a delegada, todos os envolvidos no caso já prestaram depoimentos e não se chegou a uma hipótese do que teria motivado os disparos feitos pelo garoto. Outras quatro crianças ainda devem ser ouvidas no decorrer da semana.
Para Lucy, umas das possíveis explicações para a tragédia seria o fato de Davi ter sido desafiado, já que os colegas para quem ele mostrou o revólver não acreditaram que se tratava de uma arma de verdade. No entanto, para ela, a resposta para a fatalidade morreu com o menino.
A delegada disse ainda que aguarda os laudos da perícia. Mesmo assim, ela dá o inquérito como praticamente encerrado. O documento será encaminhado ao fórum na próxima semana.
A professora baleada, Rosileide Oliveira, afirmou não ter visto o disparo, apenas ouvido um som que parecia uma bomba ou o barulho de uma cadeira. Instantes depois, ela sentiu uma descarga elétrica, se sentiu mal e caiu. A professora só se deu conta que havia sido baleada quando colocou a mão nas costas e viu sangue.
A docente ressaltou em depoimento que Davi era um bom aluno e que os dois tinham um bom relacionamento. Para ela, o que motivou os disparos permanece um mistério.