Perugia - A estudante norte-americana Amanda Knox embarcou ontem de volta para os EUA, após quatro anos de prisão na Itália, enquanto a família da jovem assassinada Meredith Kercher manifestou tristeza por continuar longe de esclarecer o crime.
Knox e seu ex-namorado italiano foram condenados em 2009 pelo assassinato de Kercher, com quem ela dividia apartamento em Perugia. Na segunda-feira, um tribunal de apelação anulou a condenação deles, por considerar que a pena foi baseada em um exame de DNA inadequado.
O caso chamou a atenção na Europa e nos EUA por causa da beleza da ré e de detalhes picantes citados pela promotoria, segundo a qual a britânica Kercher foi morta numa festa à base de drogas e sexo. Os promotores disseram ontem que vão recorrer da nova sentença junto à Corte de Cassação, principal tribunal de recursos da Itália, e a família de Kercher disse que a busca pelos autores do homicídio, ocorrido em 2007, continua. "Ainda estamos absorvendo. A gente achava que tínhamos uma decisão, e agora ela foi revertida", disse a mãe de Meredith, Arline, em entrevista coletiva.