Notre-Dame e o Louvre
Driblando as filas com o passe Carte Musées-monuments
Poucos dias em Paris e você estará há uma hora na fila para poder ficar, finalmente, cara a cara com a Gioconda, no Louvre. Um monte de coisas ainda para ver e você lá louquinho para testemunhar a história na cripta arqueológica de Notre-Dame. Mas os ponteiros do relógio correm. E nada de chegar a sua vez .
Mas existe uma maneira de agilizar isso tudo, com a Carte musées-monuments.
Explica-se: quem compra o passe tem entrada garantida por portas especiais e, é claro, sem filas. Nem é preciso passar no caixa para validá-lo. Isso é feito apenas na primeira vez. Depois é só apresentar na entrada e passar reto.
O passe vem com uma agenda do tamanho de um cartão de crédito. Ali estão os endereços dos locais em que ele é aceito, com telefone, metrô e horários. Também traz símbolos que indicam os dias da semana em que o ingresso é gratuito mesmo para quem não tem o passe. Isso ajuda muito a se programar.
Entre as atrações às quais ele dá direito, estão o Arco do Triunfo, o Centro George Pompidou, o Museu do Louvre, o Museu d'Orsay, o Panteão, o Museu Rodin, a Sainte-Chapelle, o Palácio de Versalhes... Uma infinidade. E, por isso mesmo, é bom pensar no custo-benefício.
Pois há cartões para um, três e cinco dias consecutivos. Eles custam, respectivamente, 18 euros , 36 euros e 54 euros. Vale calcular quanto custaria para ver tudo o que você quer, em quantos dias você pretende fazer as visitas e pronto.
É só escolher o passe que representar a maior economia. O cartão está à venda nas estações de metrô e de trem, nas atrações participantes, nos escritórios de turismo e na Fnac.
Locomoção
É igualmente possível economizar em transporte. A Carte Orange, que nada mais é que um passe de metrô e trem semanal (de segunda a domingo, mesmo que você compre na quarta-feira, por exemplo), custa a partir de 15,40 euros por pessoa para as zonas 1 e 2, o suficiente para o turista regular. Se você fosse pagar cada uma das viagens, gastaria 1,40 euro toda vez. Faça as contas. Aqueles 15,40 euros equivalem a 11 viagens. Em uma semana, usa-se muito mais que isso.
Além disso, o passageiro usa sempre o mesmo tíquete, sem filas. Carrega-se uma carteirinha com o passe e um único bilhete. Portanto, todo cuidado é pouco para não perdê-lo ou jogá-lo fora. E lembre-se. Só é possível comprar o passe em Paris, nas estações de metrô, nos aeroportos e em escritórios de turismo. E é preciso ter uma foto 3x4, que será colada na carteirinha. Depois, é só andar pra lá e pra cá.
Se for usar algum trem fora dos limites, na zona 3, por exemplo, paga-se só uma pequena diferença. É o que ocorre com aqueles que compram o passe para as zonas 1 e 2 e querem ir ao Palácio de Versalhes.
Não comprou a Carta Orange e se arrependeu? Sem problemas. Ainda dá para fazer uma pequena economia. O carnê com dez bilhetes únicos (carnet) custa 10,40 euros ( 3,60 a menos do que o preço normal das dez viagens). E há o ParisVisite, para um, dois, três ou cinco dias consecutivos, independentemente do dia que se comece a usar, incluindo descontos em atrações. O de cinco dias, por exemplo, para as zonas 1 a 3, custa 26,65 euros. Na lista de vantagens estão, entre outras coisas, 50% de desconto num romântico passeio de barco pelo Sena.
Não perca
Paris, como se vê está sempre em plena efervescência. Com novos eventos, novas inaugurações.
Mas há uma lista de lugares que não podem deixar de ser visitados quando se vai pela primeira vez até a
cidade dos grandes poetas, dos grandes filósofos e escritores.
La tour Eiffel
Notre-Dame
Les Champs-Élysées
L? Arc de Triomphe
L? Ópera Nacional de Paris
O Louvre
O Musée d? Orsay
O Centro Pompidou
Os bairros Montmartre,
Montparnasse e Opéra
Rive Gauche: puro luxo
A elegância da margem esquerda do Sena, a Rive Gauche, para os íntimos, é incontestável. Assim como é incontestável o luxo de um quatro-estrelas ? o máximo na classificação francesa ? instalado desde 1913 no número 6 da sossegada Rue Blaise Desgoffe, entre Saint-Germain-des-Près e Montparnasse. Mas não pense que isso faz do Victoria Palace um hotel reservado a celebridades e poderosos ? e inalcançável para turistas. A questão é: ele vale quanto custa.
Tranqüilidade, serviço para lá de personalizado, conforto e muito charme são as marcas registradas desse "palácio" erguido com a tradicional pedra calcária que dá um tom pasteurizado a algumas regiões de Paris. Seus hóspedes mais ilustres atendiam pelos nomes de James Joyce (1882-1941), Giorgio De Chirico (1888-1978) e Neil Armstrong, de 74 anos. O escritor irlandês e o pintor surrealista italiano, na verdade, passaram mais que alguns dias por lá. De Chirico ficou dois meses, em 1938. Joyce optou por viver por quase um ano no hotel, de setembro de 1923 a julho de 1924.
Decorado à Luís XVI, com veludo nas poltronas, quadros clássicos, porcelanas, lustres de cristal. Algumas camas são de dossel, embrulhadas por delicados lençóis do mais puro algodão. Todos os quartos têm poltronas e escrivaninha, TV a cabo, cofre e minibar. Os banheiros misturam o clássico mármore com moderno sistema de iluminação.
Há ainda os mimos tradicionais: chocolatinho sobre o travesseiro à noite, tapetinho de algodão estendido ao lado da cama, jornais do dia no salão de café da manhã (servido em bufê, por 18). E um diferencial: a previsão do tempo, atualizada todas as noites e deixada num papelzinho sobre o criado-mudo. A temperatura vem expressa em Celsius e Fahrenheit, para evitar confusões.