09 de julho de 2026
Geral

Steve Jobs: avanço tecnológico continua

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 6 min

"Vamos inventar o amanhã, em vez de pensar a respeito do que aconteceu ontem". Esta e outras inúmeras frases ditas por Steve Jobs ao longo de seus 56 anos ocuparam as redes sociais, sites, jornais e revistas durante o dia de ontem. Adeptos e profissionais bauruenses definem que a morte do fantástico criador da Apple, maior marca e empresa do mundo, não é o fim do grande avanço tecnológico que proporcionou ao planeta, e sim a perpetuação.

Tudo começou com a letra "I", de inovação. A partir daí surgiram todas as ideias de Jobs. Há 26 anos, em entrevista a uma revista erótica, Steve Jobs já falava de Internet como nos dias de hoje.

"Nós estamos vivendo no despertar da revolução petroquímica de 100 anos atrás. A revolução petroquímica nos deu energia gratuita - energia mecânica gratuita, nesse caso. Ela mudou a sociedade em muitos aspectos. Essa revolução, a revolução da informação, é a revolução da energia gratuita também, mas de outro tipo: energia intelectual gratuita. É um movimento que esta bastante cru aubda hoje, mas nosso computador Macintosh usa menos energia do que uma lâmpada de 100-watt para rodar e pode te economizar horas por dia. O que será capaz de fazer daqui a 20 anos, ou 50 anos no futuro? Essa revolução será bem maior do que a revolução petroquímica. Nós estamos na vanguarda", disse Jobs, ainda com 29 anos de idade.

Na última terça-feira, ele lançou uma versão mais recente do Iphone 4. Mesmo lutando contra um câncer no pâncreas, nunca esmoreceu. Treinou muito os funcionários da Apple, que hoje estão devidamente capacitados para dar continuidade ao legado deixado por ele.

Thiago Franco Martins, 31 anos, adepto das inovações de Jobs e seguidor de muitos de seus conceitos, descobriu a Internet no aparelho celular em 2005. "Foi logo no início. Sem as inovações das mídias digitais dele, não sei como seria hoje. Com certeza a morte de Steve Jobs é uma perda gigantesca. Quando ele criou o mouse, todos riram. Hoje sua tecnologia deixa muitos espantados".

O empresário Rodrigo Maia, da agência de Internet Maisque.com, acrescenta que Steve Jobs foi um homem com um "incrível espírito de inovação. Por isso a letra "I" em seus produtos. "I" de inovação. O perfeccionismo de Jobs foi resultado de produtos com interação direta com o usuário".

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Mercado aquecido


Quem é que não quer um aparelho celular que tem tudo, interatividade, internet, aplicativos, programas diversos e segurança? Por isso, hoje muita gente quer um Iphone. O empresário Roberto Fornazari, sócio-proprietário de uma empresa de telefonia para celular, pontua que os produtos Apple nunca ficam nas prateleiras. "São produtos que nunca deixamos de vender. A cada troca de modelo, a expectativa é muito grande. Os clientes pedem para avisar da chegada. O público é fiel e não troca o Apple por nenhuma outra marca. Mesmo com restrições no sistema o produto é totalmente interativo".

Fornazari, que também é usuário do Iphone de do Ipad, assim como sua esposa, acredita que a veiculação da morte de Jobs na mídia, vai impulsionar um acréscimo nas vendas. "Somos revenda autorizada dos Iphones e também de tablets, além dos assessórios. A morte de Steve Jobs é uma grande perda", finalizou.

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De estudante a empresário


Giordano Guastala, 32 anos, tinha apenas 16 anos quando ouviu falar em Steve Jobs. Foi em 1997 que teve o primeiro contato com a Apple. "Era um sistema novo, ligado à área gráfica. Em 2001 saiu o novo sistema MacOS10. Eu já trabalhava com computadores e depois cursei sistema de informação. O diferente é que além do visual a tecnologia de Jobs tinha mais programas. A arquitetura era bem diferente do windows e o seu núcleo é muito seguro contra vírus que corrompem facilmente outras máquinas", explicou.

Em 2005 foi a Nova York e comprou seu primeiro Ipod, que não tinha chegado ao Brasil. "Aí eu comecei a comprar os produtos da Apple usados porque custavam muito caro. Quando o processador mudou, a tecnologia ficou mais acessível. Depois comprei meu primeiro Mac. Aí resolvi montar a assistência técnica autorizada da Apple em Bauru e região. Trabalho cerca de 16 horas por dia, mas nosso índice de satisfação é bem alto", contou.

Com a empresa, ficou mais fácil comprar os produtos originais. A coleção de Giordano só aumenta: Iphone 4, Mac book pró 2011, Apple TV2 em alta definição, Ipod Nano e Ipad I. "Como vivi o período de instabilidade de quando Jobs foi para a Pixar, percebi que isso não resultou em um abalo muito grande. Eles trabalharam muito na volta de Jobs e isso fez com que os profissionais ficassem cada vez mais treinados. A empresa atingiu o topo. E mesmo abalada suas ações não despencaram. Acredito que isso deve continuar porque a Apple continuará supervalorizada e sendo a maior marca e maior empresa do mundo", opinou Giordano.

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Morte de Jobs gerou mais de 4,5
milhões de menções em 12 horas


Nas primeiras 12 horas que sucederam o anúncio de seu falecimento, foram postados mais de 4,5 milhões de tweets com a menção exata "Steve Jobs", segundo levantamento realizado pela MITI Inteligência. A criação de inúmeras hashtags referentes a Jobs resultou em quase um milhão de tweets.

"Após sua morte, Jobs conseguiu causar uma comoção no mundo da tecnologia que ultrapassou os limites do mundo virtual. Centenas de pessoas estão se dirigindo às Apple Stores para levar flores e milhares de usuários compartilham depoimentos e sentimentos através das redes sociais, gerando uma grande repercussão sobre o mito", comentou Elizangela Grigoletti, gerente de inteligência e marketing da MITI.

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Admirado por todos


Mesmo antes de morrer, Steve Jobs garantiu seu lugar no panteão do design industrial como uma das pessoas mais influentes do último século. O Mac, o iPod e o iPhone, gerados a partir de sua visão de casar a alta tecnologia com uma forma simples e elegante, já são reconhecidos pelos designers como os produtos mais icônicos da era digital.

As criações do cofundador da Apple não apenas mudaram a forma de as pessoas comunicarem, verem filmes, ouvirem música e comprarem na Internet, mas as telas grandes e os softwares amigáveis do Mac também tornam a vida mais fácil para arquitetos, editores, artistas e estilistas de moda.

"Um dos verdadeiramente grandes mentores e designers", disse o arquiteto britânico Norman Foster, conhecido por trabalhar em grandes projetos como a Millennium Bridge e o bairro suíço apelidado de "The Gherkin", em Londres.

"Steve Jobs nos encorajou a desenvolver novas formas de olhar para o design a fim de refletir sua habilidade única de se mover para frente e para trás entre a grande estratégia e a minúcia das pequenas disposições internas", disse Foster, que projetou a nova sede da Apple na Califórnia.