08 de julho de 2026
Nacional

Correios: Justiça manda 40% dos funcionários trabalharem

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Uma liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de ontem determinou que os grevistas dos Correios mantenham pelo menos 40% dos funcionários no trabalho. Eles estão em greve há mais de três semanas.

A categoria não irá recorrer, porque o julgamento da liminar será hoje. O julgamento seria na próxima segunda-feira, mas foi antecipado pelo TST porque o tribunal tentará decidir. O tribunal tentará julgar, na segunda, o dissídio da categoria.

Anteontem, os grevistas resolveram rejeitar o acordo que havia sido feito, na terça-feira, com a empresa no TST. Por isso a decisão final sobre a paralisação, agora, irá depender da Justiça.

A proposta de consenso que foi rejeitada previa a reposição da inflação de 6,87%, retroativo a agosto, e um reajuste linear de R$ 80,00 a partir de outubro. Os 21 dias de greve - agora já são 23 - seriam compensados. Em 15 deles, os trabalhadores atuariam aos sábados e domingos para colocar em dia o passivo de carga atrasada.

Os outros seis, que já foram descontados na folha de pagamento de setembro, seriam devolvidos imediatamente aos grevistas, mas haveria um desconto a partir de janeiro, parcelado em até 12 meses.

No início do movimento, a categoria reivindicava aumento salarial linear de R$ 400,00 a partir de janeiro, reposição da inflação calculada em 7,16% e mais 24,76% referentes a perdas acumuladas desde 1994.

Já houve atraso na entrega de mais de 147 milhões de cartas e encomendas. O governo federal cortou o ponto dos grevistas e exigiu compensação dos dias não trabalhados. A greve suspendeu os serviços de entrega com hora marcada dos Correios e também atrasos de três a quatro dias nos demais. A empresa pretendia anteontem normalizar os serviços na próxima semana.

A empresa contabilizou um prejuízo diário de R$ 20 milhões. A cifra pode aumentar, uma vez que são comuns ações judiciais de clientes por conta dos atrasos.