A presidente Dilma Rousseff ratificou hoje, em Ancara, na Turquia, que a consolidação da democracia e da paz no mundo está condicionada à reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Mais uma vez, ela defendeu a criação de um Estado da Palestina, como direito de convivência pacífica com os israelenses. Dilma disse ainda que o fim dos conflitos nos países muçulmanos depende da atuação da comunidade internacional.
“Defendemos o aprofundamento da democracia, a defesa da democracia e dos direitos humanos”, disse Dilma, depois de se reunir com o o presidente turco, Abdullah Gul, e o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan. “Possuímos uma visão própria sobre a tensão [em países muçulmanos]”, alertou ela. “Há uma nova geopolítica no mundo.”
Para a presidente, é fundamental ampliar a atual estrutura do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que é formado por 15 membros – cinco fixos e dez provisórios. O governo brasileiro negocia para que uma futura reforma amplie os assentos atuais garantindo um posto fixo ao Brasil, que é membro rotativo até dezembro.
Como fez no mês passado, na 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, Dilma disse que o Brasil apoia os esforços dos palestinos na criação de um Estado da Palestina. Segundo ela, apenas dessa forma será possível conquistar a paz entre palestinos e israelenses. “Sem uma solução para o povo da Palestina também não haverá solução para o povo de Israel”, disse.