A voz do médico Conrad Murray, que está sendo julgado pela acusação de cometer homicídio culposo contra o seu cliente Michael Jackson, tomou conta do plenário do tribunal de Los Angeles nesta sexta-feira (7), quando foi mostrada aos jurados a gravação do depoimento que o réu prestou à polícia após a morte do cantor, em 2009.
Até agora, Murray acompanha em silêncio o próprio julgamento, fazendo anotações e cochichando com seus advogados.
A gravação de duas horas foi feita pela polícia dois dias depois da morte de Jackson, em 25 de junho de 2009, em decorrência de uma overdose do anestésico propofol, em combinação com outros sedativos.
Nos primeiros 20 minutos da entrevista, Murray parece calmo e composto, descrevendo como passou a trabalhar para Jackson em período integral, cerca de dois meses antes da morte do cantor.
Nas primeiras duas semanas de julgamento, os promotores acusaram Murray de ter encomendado enormes quantidades de medicamentos para Jackson, e de ter sido negligente por não monitorá-lo adequadamente, além de ter tentado esconder alguns dos remédios antes de chamar uma ambulância, ao encontrar Jackson desacordado. Ele pode ser condenado a até quatro anos de prisão.