08 de julho de 2026
Cultura

"O Primo Basílio"


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A peça "O Primo Basílio", de Eça de Queiroz, com adaptação de Gloria Maria Palma, será encenada nas próximas segunda e terça, dias 10 e 11 deste mês, às 20h e 21h, respectivamente, no Teatro Municipal de Bauru, em uma montagem da Cia. Teatral Mandrágora, com direção de Susan Lopes.

Integram o elenco Bruno Nardo, Diogo Buenno, Graziele Couruzzi, Luciana Gonçalves, Mirian Alves, Rony Saracyny e Marco Aurélio.A fotografia é de Júlio Riccó , os figurinos de Thabata Kleske, a coreografia de Daniela Moretti, iluminação de André Bazan, sonoplastia e Djan Fernandes a assistência de palco de Jucelaine Couruzzi e Beatriz Silva

O espetáculo retrata a hipocrisia, as traições e as paixões da burguesia portuguesa no final do século XIX. Luisa, Basílio, Jorge, Sebastião, Leopoldina, Juliana, Joana e o Banqueiro Castro sintetizam nesta montagem a trama criada por Eça de Queiros, que como um hábil cirurgião, maneja seu bisturi expondo as feridas abertas pelas mazelas da sociedade lisboeta da época - efêmera e cheia de vaidades. Luisa e Jorge formam um casal comum, vivendo de carências comuns. Ele, um engenheiro de minas, fiel aos princípios familiares de moral e honra, mas incapaz de perceber as fragilidades da esposa. Ela, iludidamente romântica, mimada e fútil.

O Primo Basílio está presente em todos os exames vestibulares, além de ser um exemplo vivo de uma obra artística da literatura portuguesa, que mostra nitidamente a passagem do romantismo para o realismo de forma magistral. E é justamente por este motivo que a Cia. Mandrágora optou pela montagem na linguagem contemporânea.

A ausência de cenário torna o palco virgem como uma folha de papel em branco, à espera que se desenrole o enredo. Assim não são impostos olhares unilaterais sobre fatos e personagens, tornando o espetáculo uma obra aberta para as impressões do público, sem no entanto desrespeitar a linha central traçada pelo autor.

Os figurinos foram criados como se pinturas recém-saídas de um quadro de Courbet tomassem a cena e a luz faz toda a divisão de tempo e espaço.

É neste ir e vir entre o passado dos fatos e o presente, que Leopoldina lê o necrológio de Luisa e conta à plateia como se passou a "Tragédia do Paraíso". E pede que o público perceba que as maiores tragédias têm início de forma bem banal.

Depois dessa pequena temporada, a Cia. Teatral Mandrágora partirá para Minas Gerais, onde vai percorrer algumas cidades do Estado mineiro. Não há previsão de data para o espetáculo voltar a Bauru.


? Serviço


"O primo Basílio" no Teatro Municipal de Bauru nos dias 10 às 20h e no dia 11 às 21h. A entrada é R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia. Ponto de venda de ingressos: Wizard Nações, Centro Cultural Celina Neves e Teatro Municipal. Parte da renda será destinada à Sapab.