11 de julho de 2026
Internacional

Igreja Presbiteriana ordena um pastor gay nos EUA


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Nova York - A Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos recebeu de volta um pastor que teve de renunciar ao cargo por ser gay.

Após 20 anos de afastamento, Scott Anderson foi novamente ordenado ontem em sua casa em Madison, no Estado norte-americano de Wisconsin.

"Quem conhece Scott vê seu extraordinário dom de ministério, a sua capacidade de pregar a palavra, sua compaixão e humildade", disse Jennifer Sauer, 41 anos, que frequentava a igreja de Anderson.

Em entrevista recente, Anderson, 56 anos, lembrou que escondeu sua sexualidade de 1983 a 1990, quando renunciou depois de um casal descobrir que ele era gay e tentar usar as informações contra ele.

"Esse foi realmente o melhor e o pior momento da minha vida", disse Anderson. "Foi o melhor porque eu era capaz dizer, pela primeira vez, quem eu realmente era. Mas havia também a tristeza de deixar o que eu tanto amava."

A ordenação na foi possível graças a décadas de debate se pessoas abertamente gays deveriam ser autorizadas a servir na igreja.

A concessão se deu graças a mudança na constituição da igreja que exigia do clero "na fidelidade dentro do casamento entre um homem e uma mulher ou a castidade no celibato."

A Assembleia Nacional Presbiteriana dos Estados Unidos aprovou retirar essa regra no ano passado.