08 de julho de 2026
Geral

Agências bancárias e Correios seguem em greve em Bauru

Por Chaiane Oliveira | Com Neto del Hoyo
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação

Funcionários dos Correios de Bauru durante assembleia

Durante assembleia realizada nesta segunda-feira (10), os funcionários dos Correios de Bauru optaram por continuar com a greve, que foi iniciada há 27 dias.

“Nós não recebemos nenhuma nova proposta”, afirmou o presidente do Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares (Sindecteb), José Aparecido Gimenes Gandara.

Durante a reunião de hoje, todos os empregados tomaram ciência da situação. A última proposta, apresentada na sexta-feira (7), pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Oreste Dalazen, foi rejeitada pelos representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect).

A proposta foi de abono de R$ 800, a ser pago imediatamente, e aumento real de R$ 60 a partir de janeiro de 2012, além de reajuste linear de 6,87% do salário e dos benefícios. Já os grevistas querem repôr os dias parados com trabalho extra e também reivindicam aumento real de R$ 80 retroativo a agosto.

O dissídio coletivo da categoria deverá ser julgado nesta terça-feira (11), pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST.

De acordo com Gandara, presidente do Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares de Bauru e Região (Sindecteb), a orientação do comando de greve da categoria é de não acatar nenhuma proposta que inclua o desconto dos dias parados. “Com essa história da Dilma (presidenta) ser rigorosa com os grevistas, vamos ver como vai ser esse julgamento. Nesse País, sempre ficamos em dúvida”, desabafa.

 

Bancários

 

A paralisação dos bancários atingiu nesta segunda-feira (10) índice recorde de 85% de adesão em Bauru, o maior registrado desde seu início, há exatos 14 dias.

Ainda sem concordar com o reajuste de 8% proposto pelos banqueiros, funcionários das agências de todo o País aguardam uma nova posição do governo federal. “Acreditamos que com a chegada da presidenta Dilma devemos ter novidades. Se amanhã (11) tivermos uma nova proposta, vamos  levá-la para ser votada nas assembleias e, quem sabe, podemos entrar em acordo”, comenta o diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Paulo Tonon.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8%, o que corresponde a 5% de aumento real mais a inflação do período. Além disso pedem valorização do piso salarial, maior Participação nos Lucros e Resultados da instituição (PLR), contratações, fim da rotatividade, fim das metas abusivas e melhoria no atendimento de clientes.