08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Carta ao prefeito


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Escrevo ao  excelentíssimo sr. prefeito esta carta para sugerir-lhe uma política mais eficiente no controle de animais de rua. O melhor, mais barato e mais humano método de combate à população de cães e gatos de rua é a castração em massa, além de ser o único método sustentável. A própria Organização Mundial da Saúde preconiza que a única forma correta de conter a expansão populacional de cães e gatos é através da castração, pois sabe-se que eles se reproduzem de forma geométrica.
Todos os municípios do mundo que adotaram a castração em massa ostensiva minimizaram os problemas de saúde pública, de meio ambiente, humanitário, reduzindo inclusive os custos operacionais para as cidades, nos canis municipais, em função da diminuição de animais de rua. Não existe nenhum país no mundo que tenha conseguido resolver a questão dos animais de rua. 

O que existe são algumas pequenas cidades ao redor de Bauru que conseguiram chegar muito próximo do controle dos animais adotando alguns procedimentos, tais como castração em massa ou programa de identificação sistemática, seja por meio de plaquetas em coleira ou chip.

Será que Bauru não tem verbas para essa causa social? Jaú ou Pederneiras, que têm 1/3 da nossa população, tem verba e consideração aos animais de rua. Acredito que a castração está mais fácil à prefeitura, sendo que dentro do CCZ tem vários veterinários, ou será que eles são contratados apenas para sacrificar os cães? Será que essa é a função deles lá? 

A população está cobrando uma atenção, senhor prefeito, uma consideração às pessoas que estão fazendo o trabalho que era para ser da Prefeitura e além de tudo são importunados, autuados e multados por seus agentes, pessoas que usam do seu salário que todos sabemos que é uma miséria para comprar ração, remédios e produtos de limpeza. 

E muitas dessas pessoas são responsáveis por o senhor estar hoje nessa cadeira. Então use do seu bom senso, compaixão e obrigação: ajude as ongs e protetores a mudar essa estatística. Fica aqui uma observação e um lembrete: o ano que vem é de eleição.


Evandro Lopes Rodrigues