Estocolmo - Os norte-americanos Thomas Sargent e Christopher Sims ganharam o Prêmio Nobel de Economia ontem (veja quadro) pelo trabalho dos governos para medir os efeitos das políticas, mas eles não têm respostas fáceis para uma crise global que um deles chamou simplesmente de "esta bagunça".
A pesquisa que os dois conduziram separadamente nos anos 1970 teve como fato central os esforços para modelar e quantificar causa e efeito na economia, incluindo a complexa interação de política de Estado e banco central com pessoas e empresas. "Pânicos e crises, o que está acontecendo na Europa agora com o euro, isso tem tudo a ver com as expectativas sobre o que outras pessoas vão fazer," disse Sargent, de 68 anos, da Universidade de Nova York, em entrevista transmitida no website da organização do Nobel.
Por exemplo, gastos do governo para resgatar uma economia do colapso podem ter seu impacto limitado por pessoas vendo limites às finanças estatais e esperando que o estímulo se esgote.
Mas Sargent alertou que ele e Sims, colegas de longa data na Universidade de Minnesota, não tinham respostas fáceis para a crise de ontem.
"Somos apenas tipos formais que olham para os números e tentam entender o que está acontecendo", afirmou Sargent. "Nós tentamos experimentar em nossos modelos antes de arruinar o mundo."
A Academia Real Sueca de Ciências disse que concedeu a premiação equivalente a US$ 1,5 milhão em honra à "pesquisa empírica sobre a causa e o efeito na macroeconomia" e disse que o trabalho realizado pelos dois economistas criava uma base para a análise macroeconômica moderna.