08 de julho de 2026
Internacional

Egito vive mais um dia de violência

Folhapress
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Cairo - O premiê egípcio, Essam Sharaf, convocou ontem uma reunião de emergência para tentar conter a onda de violência que tomou as ruas do país no fim de semana.

O chamado para um diálogo urgente foi feito horas após centenas de manifestantes terem incendiado carros das forças de segurança.

Um dia antes, ao menos 25 cristãos coptas morreram e mais de 300 ficaram feridos em confronto com o Exército.

Milhares marchavam em protesto contra o ataque a uma igreja, na região de Assuã, carregando cartazes e cruzes. Os soldados reagiram com violência e abriram fogo contra a multidão.

Ontem, o governo militar interino do Egito anunciou também um inquérito extraordinário sobre a violência.

Segundo a televisão estatal noticiou, o Conselho das Forças Armadas do Egito (SCAF, na sigla em inglês) reiterou que "continua a ser responsável por proteger o povo egípcio depois da revolução de 25 de janeiro até entregar o poder a uma autoridade civil democraticamente eleita".

A junta militar chamou os confrontos de "esforços de alguns em destruir os pilares do Estado e promover o caos" e declarou que "tomaria as medidas necessárias para restaurar a segurança".

Um toque de recolher foi decretado ontem no centro da capital das 2h às 7h (21h às 2h de Brasília) para tentar restabelecer a calma, e a segurança foi reforçada perto do Parlamento, da sede e do Conselho de Ministros.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e as potências ocidentais também condenaram a violência no Egito.

O presidente americano, Barack Obama, disse estar "profundamente preocupado" com a proteção da minoria copta e pediu para que um novo governo civil substitua a junta militar no país. No Facebook, estudantes egípcios reagiam pedindo eleições, um dos grupos formado se chamava "No SCAF".