08 de julho de 2026
Nacional

Governo admite preocupação com a greve dos bancários


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Brasília - O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou ontem que o governo cumprirá a decisão da Justiça do Trabalho em relação à greve dos funcionários dos Correios. O ministro lamentou que o desfecho não tenha sido por meio de acordo e admitiu a preocupação do governo com a paralisação dos bancários.

"Estamos preocupados com a greve dos bancários", disse Carvalho, depois de participar de um fórum de debates no Interlegis sobre o Plano Plurianual (PPA), que estabelece os investimentos do governo a longo prazo. "É um tipo de greve que o governo participa parcialmente, através dos bancos estatais, mas estamos sabendo que se vislumbra uma saída para essa greve", afirmou.

Sobre a greve dos funcionários dos Correios, que interrompeu os serviços da estatal por quase um mês, Carvalho disse que agora "se trata de cumprir a determinação da Justiça".

Ele lamentou que não tenha sido possível fechar um acordo com os funcionários. "Nós fizemos todo esforço para fazer um acordo, foram várias as propostas apresentadas pela direção dos Correios em busca de uma saída honrosa", afirmou.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou na última terça-feira o fim da greve dos Correios, que durou 28 dias. Foi aprovado um aumento real de R$ 80,00, a partir deste mês, e um reajuste salarial de 6,87%, retroativo a agosto. Se a decisão não for cumprida, a entidade que representa os trabalhadores será multada em R$ 50 mil por dia.


Correios


A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) avalia que cerca de 90% dos funcionários que estavam em greve retornaram ao trabalho ontem.

A greve dos Correios começou no dia 14 de setembro e durou quase um mês. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os funcionários retornassem ao trabalho a partir da meia-noite de ontem. A multa por descumprimento é de R$ 50 mil por dia aos funcionários.

De acordo com a Fentect, apenas não encerraram totalmente a paralisação os sindicatos que realizaram assembleia no fim da manhã e início da tarde - caso das entidades de Minas Gerais, Pará e de São José do Rio Preto (SP).