10 de julho de 2026
Nacional

União já cedeu até o ponto que podia sobre royalties, diz Dilma

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Porto Alegre - A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, em Porto Alegre, que Estados e municípios vão ter que fazer concessões para chegar a um acordo sobre os royalties do petróleo.

Dilma falou que a União já cedeu até o ponto que podia. “Se nós somos capazes de abrir mão de algo perto de R$ 2 bilhões, acreditamos que cada um tem que abrir mão de alguma coisa: uns do que queriam ganhar, outros do que possuem.”

A presidente ainda defendeu uma reforma no Fundo Monetário Internacional (FMI) que amplie o espaço de países emergentes, como o Brasil.

Dilma, que havia dito pela manhã que o governo federal quer aumentar sua participação no organismo, afirmou que a composição do FMI ainda provém de uma realidade “pós-Segunda Guerra”.

“Essa realidade desapareceu. O surgimento dos países emergentes implica que seja necessária uma modificação na governança do Fundo Monetário”, disse a presidente.

Para ela, os emergentes podem ser chamados a ampliar o capital no FMI, mas vão exigir mais poder na direção do organismo.

Pela manhã, Dilma disse, em evento do programa Brasil Sem Miséria, que o país se diferencia dos outros Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul) por ser a nação com mais conquistas na redução da desigualdade. “Esse diferencial transformou o Brasil”, disse.

 


Copa-2014


A presidente Dilma Rousseff também disse, ontem, que o governo deve se apressar para fazer com que as cidades que receberão a Copa-2014 tenham condições para sediar o evento. “Temos de ser capazes de correr contra o tempo. Na verdade, nós já tínhamos de ter nos antecipado ao crescimento da pressão urbana e investido ao longo da década de 1980 e 1990 e agora, no início do século 21, já tínhamos de ter a possibilidade de ter todos esses investimentos feitos”, disse Dilma, ontem, em Curitiba.

“Um dos problemas graves foi ter deixado as cidades crescerem sem uma solução integrada, sem uma solução na qual o metrô fosse um dos modais. O transporte de massa é um elemento chave”, afirmou a presidente.

“Nós queremos que a população continue tendo automóveis, mas nós queremos que o carro não seja o principal meio de transporte. Não se segrega o transporte público. No mundo inteiro, o metrô é instrumento de democratização do espaço urbano”, concluiu Dilma.