09 de julho de 2026
Geral

Com avião mais leve, alunos da Unesp de Bauru


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Com um avião mais leve em relação ao do ano passado, a equipe FEB Open, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, terceira colocada na Classe Aberta em 2010, quer subir ao pódio da 13.ª Competição SAE Brasil AeroDesign, que começa na próxima quinta-feira, em São José dos Campos.

Para participar do evento promovido pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), a equipe local apostou na espuma de PVC laminada com carbono e, por isso, levará um avião que pesa 5,6 quilos, sendo que o do ano anterior pesava 7 quilos. O atual é capaz de transportar até 35 quilos de carga. É a grande promessa da equipe. "Estamos certos que iremos ao pódio", diz Marcos Tosati, aluno de Engenharia Mecânica e capitão da equipe, com 16 integrantes.

A Unesp Bauru também será representada pelas equipes FEB Micro e FEB Regular. Em Bauru, a equipe Agapornes, da Universidade Paulista (Unip), também está inscrita na competição, que reunirá 97 equipes, oriundas de 67 escolas de engenharia do Brasil, Venezuela e México, num total de 1,4 mil participantes. Cada equipe projetou e construiu uma aeronave rádiocontrolada para a disputa.

O Interior paulista possui 23 equipes inscritas, cerca de 340 estudantes, de Bauru, Campinas, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Salto, São Carlos, Sorocaba, Taubaté e São José dos Campos. A equipe FlyTau, da Universidade de Taubaté, participará pela primeira vez e levará um avião que pesa 3 kg e pode transportar até 9 kg de carga. Na construção, a equipe utilizou materiais leves e resistentes, como carbono, fibra de aramida, madeira balsa e aço-mola. "Eles têm boas propriedades e permitiram projetar uma estrutura leve e simples", diz Éder Oliveira, capitão da equipe, Classe Regular, com 12 universitários.

Cada vez mais próxima do pódio (14º lugar em 2009 e 13º em 2010), a equipe Taperá, do Instituto Federal de Tecnologia de São Paulo (IFSP), câmpus Salto, investiu num monoplano de asa mista, com 3 metros de envergadura, construído em fibra de carbono e aramida. Pesa 4 kg e pode carregar até 9 quilos de carga. "Como inovação, investimos num freio aerodinâmico, para que a aeronave pare no menor comprimento de pista possível, visando bonificação na Prova de Voo", conta a capitã Fernanda Queiroz, formanda do curso de Gestão de Produção Industrial da IFSP, que será representada, também, pela equipe Tapera Baby, na Classe Micro.

Demais equipes

Também do Interior paulista são as equipes Zebra, da Unesp Ilha Solteira; Dragão Branco, da Universidade Federal de São Carlos; Urubus, da Unicamp; 100 limites, Leviatã e Feng, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, de São José dos Campos; Aerofeg e Aerofg Jr, da Unesp Guaratinguetá; EESC USP Bravo, EESC USP Alpha, EESC USP Charlie e EESC USP Mike, da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo; Uiraçu, da ETP Faculdades; Pégasus, da Unip São José dos Campos; Flying Box, da Faculdade de Engenharia de Sorocaba; e equipe Phoenix, da Faculdade de Tecnologia de São José dos Campos.

Provas

As avaliações e a classificação das equipes são realizadas em duas etapas: Competição de Projeto e Competição de Voo, conforme o regulamento baseado em desafios reais enfrentados pela indústria e disponível no site da SAE Brasil - www.saebrasil.org.br.

Ao final da competição, as duas equipes da Classe Regular, uma da Classe Aberta e uma da Classe Micro, que obtiverem melhores pontuações ganham o direito de representar o Brasil na SAE Aerodesign East Competition, em 2012, nos EUA, onde equipes brasileiras acumulam histórico expressivo de participações: cinco primeiros lugares na Classe Regular, quatro na Classe Aberta e um primeiro lugar na Classe Micro. A SAE East Competition é realizada pela SAE International, da qual a SAE BRASIL é afiliada.

Categorias

Os aviões da Classe Regular são monomotores, com cilindrada padronizada em 10 cc (10 cm3 ou 0,61 in3). O regulamento impõe restrições geométricas, e este ano houve novas delimitações nas dimensões máximas das aeronaves, que devem ter compartimentos de carga maiores. Os projetos da categoria devem ser capazes de decolar em uma distância máxima delimitada, de 50m (61m em 2010). Na categoria Classe Aberta, a distância de decolagem também é de 50 metros e as aeronaves devem ter instrumentos para medir tempo de voo, por exemplo. Já a Classe Micro traz a opção de lançamento da aeronave à mão e o avião da categoria não tem restrições geométricas nem ao número de motores.