Jerusalém - Um israelense em troca de 1.027 palestinos. Esumido à frieza dos números, esse é o acordo previsto para ser implementado hoje, depois de anos de tortuosas negociações entre Israel e seu maior inimigo, o grupo palestino Hamas.
Na realidade do conflito, porém, a troca é cercada de altíssima carga emocional, além de um impacto político que ambos os lados tentarão capitalizar a seu favor.
Ontem, a Suprema Corte de Israel rejeitou os quatro recursos contra o acordo apresentados por parentes de vítimas de terrorismo.
Assim, foi removido o último obstáculo legal para a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, 25, mantido como prisioneiro do Hamas desde junho de 2006.
Em troca, Israel colocará em liberdade 477 prisioneiros hoje, e os demais 550 numa segunda etapa, provavelmente dentro de dois meses.
Mais de metade dos palestinos que serão libertados hoje haviam sido condenados a prisão perpétua.