08 de julho de 2026
Regional

Empresa busca expansão em SC

Da Redação
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Botucatu – No limite da saturação da produção de ônibus em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), a fabricante Caio Induscar busca a sua expansão fora da região. O foco é a compra da Busscar, em Joinville, que enfrenta crise financeira.

“Estamos operando com o parque fabril no nível muito alto próximo do limite. O que vai acontecer daqui para frente será a possibilidade de aumento de produção, mas em percentuais pequenos”, declara Mauricio Lourenço da Cunha diretor industrial da Caio.

A empresa produz em Botucatu 37 ônibus por dia e tem cerca de 4,5 mil funcionários na fábrica de carroceria e nas unidades de fabricação de peças de fibra de vidro. Ela fez proposta de R$ 40 milhões para adquirir a fábrica da Busscar.

O diretor confirmou ao JC  que a Caio ajuizou proposta na ação judicial para a compra da concorrente catarinense. O objetivo é de aquisição do terreno e prédio da fábrica, além de equipamentos e máquinas.

Segundo Cunha, a Busscar de Joinville está indo para o segundo ano praticamente parada e sofre o processo de penhora de bens para pagar débitos trabalhistas.

A fábrica de ônibus de Botucatu elevou a produção em 1,5%, índice maior em relação ao ano passado – de janeiro a agosto foram 6.122 veículos produzidos contra 6.034 em 2010.

A Caio até poderia buscar a sua expansão em Botucatu ou cidade próxima da região, mas o diretor explica que a instalação em Joinville já está pronta, além de existir naquela município mão de obra qualificada. A empresa já tentou recrutar essa mão de obra da cidade catarinense, mas poucos aceitaram a transferência para o Interior paulista.

“O mercado brasileiro cresceu quase 60% nos últimos quatro anos. É muita coisa. Até 2004, a produção chegava a 18 mil unidades e, atualmente, é de 31 mil unidades/ano. O que impulsionou isso foi a melhoria dos concessionários dos transportes que buscaram mais investimentos em renovação de frota e a condição de financiamento oferecida pelo governo através do Finame/SI. Isentou entrada e concedeu prazo de pagamento mais longo”, declara Cunha.