08 de julho de 2026
Nacional

Barbiere diz ter testemunha da entrega de dinheiro

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O deputado estadual Roque Barbiere (PTB-SP) disse ontem que apresentará testemunhas do pagamento de propina a parlamentares nos gabinetes da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Em entrevista, o petebista que deflagrou uma crise ao denunciar a venda de emendas parlamentares na Casa disse que ex-funcionários de deputados o procuraram e se ofereceram para relatar a entrega de “pacotes de dinheiro” dentro dos gabinetes, segundo ele, em retribuição ao direcionamento de verbas para empreiteiras e prefeituras. “Algumas pessoas vieram aqui voluntariamente falar ‘deputado, o senhor disse a verdade, eu trabalhei com fulano de tal e vou lá depor, viu? Vi chegar pacote de dinheiro’ (...) fruto de venda de emenda”, contou.

O deputado acusou ainda o governo paulista de ter “cruzado os braços” diante do esquema. “O governo fica de braços cruzados porque é confortável para ele, porque mantém todo mundo refém e dependente dessas emendas”, disse.

Em nota, o governo do Estado disse que “não está de braços cruzados: já divulgou na internet as indicações feitas em 2011 e em breve publicará aquelas feitas a partir de 2007”.

 


Bruno Covas

O promotor Carlos Cardoso disse ontem não estar convencido de que foi “hipotética” a afirmação feita à imprensa pelo secretário estadual de Meio Ambiente Bruno Covas (PSDB) sobre um caso de oferecimento de propina em emenda da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Em entrevista, Covas disse que um prefeito procurou o gabinete dele na Assembleia para oferecer o pagamento de R$ 5 mil pela suposta negociação de uma emenda e ele recusou a propina.

Posteriormente, o secretário, que é deputado licenciado e atuou na assembleia de 2007 a 2010, afirmou que apontou ao jornal um caso “hipotético” e não uma situação real.

Ao ser indagado ontem sobre o desmentido de Covas, o promotor, que é o responsável pela apuração do caso da suposta venda de emendas na assembleia, afirmou que verificou o vídeo com a entrevista e disse: “Não me pareceu, numa primeira avaliação, que ele (Covas) estivesse falando em hipótese”

“Porém, na oportunidade em que comparecer aqui ele será indagado a esse respeito e vamos analisar tudo isso no contexto geral das provas que forem colhidas no inquérito civil”, completou.