09 de julho de 2026
Internacional

Escritora francesa desiste de processo civil contra Strauss-Kahn

Por Da redação JCNet | Com Reuters
| Tempo de leitura: 1 min

Uma escritora que acusou o ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn por tentativa de estupro disse nesta quarta-feira (19) que não seguiria adiante com o processo civil, depois que promotores franceses suspenderam, na semana passada, a investigação criminal aberta por suas alegações.

Tristane Banon, que acusou Strauss-Kahn de tentar estuprá-la há oito anos em um apartamento em Paris aonde foi entrevistá-lo, disse anteriormente que abriria um processo civil contra Strauss-Kahn depois que promotores determinaram que não havia provas suficientes para realizar um julgamento criminal por tentativa de estupro.

Segundo o Ministério Público de Paris, havia provas que sugeriam o assédio sexual, mas o prazo para essa acusação menos grave já foi ultrapassado. 

"Não abrirei um processo civil", disse Banon à emissora de televisão Canal+. "Na carta que o Ministério Público me enviou, (o órgão) cita claramente que houve uma agressão sexual, portanto, minha condição de vítima foi reconhecida".

Os advogados de Strauss-Kahn rejeitaram as acusações e lançaram um contra-processo contra Banon por suposta difamação. 

Strauss-Kahn renunciou ao cargo de diretor do Fundo Monetário Internacional em maio, depois de ser preso pela polícia de Nova York sob acusações de tentativa de estupro contra uma camareira de hotel. Ele negou ter cometido qualquer ato ilícito.

Promotores norte-americanos decidiram em agosto retirar as acusações contra Strauss-Kahn, de 62 anos, citando dúvidas sobre a credibilidade da camareira, Nafissatou Diallo.

O caso, no entanto, acabou com as chances de ele disputar as eleições presidenciais francesas contra o presidente Nicolas Sarkozy em abril. DSK era cotado como favorito para ganhar a eleição.