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Reuters/John Kolesidis |
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Manifestante atira bomba caseira em policiais durante manifestação nesta quarta-feira (19), em Atenas |
Manifestantes entraram em confronto com a polícia em frente ao Parlamento grego nesta quarta-feira, enquanto dezenas de milhares se reuniam no início de uma greve geral programada para coincidir com a votação de uma nova rodada de medidas de austeridade.
Manifestantes receberam a polícia com pedras e bombas incendiárias nas escadas do edifício do Parlamento, forçando-os a recuar. Gás lacrimogêneo lançado pela polícia tomava a Praça de Syntagma.
Pela primeira vez desde que a crise eclodiu há dois anos, os manifestantes chegaram às escadas do edifício. Trazendo na memórias as batalhas que marcaram os protestos em junho, mais de 5.000 policiais chegaram às ruas e o clima entre os manifestantes era de raiva.
"Nós não temos futuro aqui. Todos os jovens querem ir para o exterior e eles estão certos em fazê-lo", disse Anastasia Kolokotsa, 17, protestando em frente ao Parlamento. "Não há empregos, não há nada aqui."
A greve de 48 horas deve parar departamentos governamentais, empresas e serviços públicos, bem como lojas e padarias. Cerca de 150 voos domésticos e internacionais foram cancelados.
O primeiro-ministro, George Papandreou, que vai mal nas pesquisas de opinião, apelou pelo apoio dos gregos antes de o Parlamento votar as medidas, que incluem aumento de impostos, cortes salariais e demissões no setor público.
Apesar dos protestos, as ruas do centro de Atenas estavam estranhamente silenciosas, com cartazes dizendo "Estamos fechando hoje para não fecharmos para sempre", pendurados nas portas das lojas fechadas.