08 de julho de 2026
Internacional

Grécia vive dia de intensos confrontos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Atenas - Confrontos explodiram ontem entre grupos de jovens e a polícia perto do Parlamento grego no centro de Atenas, à margem de uma gigantesca manifestação contra o plano de austeridade do governo no primeiro dia de uma greve geral de 48 horas. Quase 200 jovens atiraram coquetéis molotov e pedras contra policiais que impediam o acesso ao Parlamento, provocando a resposta das forças de segurança com bombas de gás lacrimogêneo, enquanto 70 mil pessoas, segundo fontes oficiais, avançavam para a praça central de Atenas.

De acordo com a polícia, mais de 125 mil pessoas saíram às ruas ontem na Capital grega, em Salônica (norte) e outras cidades do país, o que representa uma mobilização recorde desde o início da crise da dívida em 2010.

Os participantes começaram a se concentrar em frente ao Parlamento assim que o dia começou, e grupos de trabalhadores se reuniram em diversos pontos da Capital antes de uma manifestação em massa prevista para o fim do dia.

Os manifestantes protestam contra um projeto de lei que contempla novas medidas de austeridade para reduzir a colossal dívida da Grécia imposto por seus principais credores internacionais, e que deve ser votado hoje pelo Parlamento. O aperto fiscal tem sido a resposta do governo grego para atender às exigências do trio de credores conhecido como “troika” (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) e continuar recebendo a ajuda financeira.

Dezenas de viaturas da polícia estavam estacionadas na praça Syntagma, diante do Parlamento grego, onde os deputados discutem o projeto de lei apresentado pelo governo do primeiro-ministro George Papandreou. As autoridades disseram que 5 mil policiais foram mobilizados em Atenas e outros 2 mil estão em reserva.

A polícia fechou de maneira preventiva duas estações de metrô no centro da Capital, onde milhares de simpatizantes do Partido Comunista estavam reunidos antes do início da manifestação.

Os dois principais sindicatos do país, GSEE, do setor privado, e Adedy, do funcionalismo público, convocaram a greve geral e protestos em Atenas e Salônica, cidade do norte do país, para coincidir com a votação do no pacote de medidas de austeridade.

Sindicatos, oposição e alguns economistas afirmam que as medidas só irão conduzir a Grécia a uma maior recessão. Muitos pediram a queda do governo socialista de Papandreou.