08 de julho de 2026
Nacional

Júri de PMs acusados de decapitar deficiente é anulado

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - O Tribunal de Justiça de São Paulo anulou o júri que condenou, em julho de 2010, quatro PMs acusados de integrar o grupo de extermínio conhecido como os Highlanders a 18 anos e oito meses de prisão pela decapitação do deficiente Antonio Carlos Silva Alves, 31 anos.

A decisão teve como base um pedido do advogado Celso Machado Vendramini, defensor dos réus, que alegou que, durante a fase de debates do júri, o promotor Vitor Petri descumpriu uma ordem do juiz Antonio Augusto Galvão de França Hristov e exibiu uma camiseta com a foto de Alves e dizeres contra a polícia.

O argumento é que a imagem poderia influenciar os jurados.

Com a anulação do júri, Rodolfo da Silva Vieira, Moisés Alves Santos, Joaquim Aleixo Neto e Anderson dos Santos Salles permanecerão presos no Presídio Militar Romão Gomes.

O novo júri ainda será marcado pela Justiça. Em dezembro de 2010, os quatro réus foram demitidos da Polícia Militar.