Bogotá - Um comandante da guerrilha colombiana Farc acusado de coordenar o envio de cocaína em submarinos para cartéis mexicanos morreu ontem em um bombardeio militar, disse o governo, num golpe que deve debilitar as finanças do grupo rebelde.
José Neftalí Umenza, o “Mincho”, comandante da 30.ª frente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e alvo de um pedido de extradição dos EUA, morreu junto com quatro outros combatentes numa zona de selvas próxima à cidade de Buenaventura, no departamento do Valle.
“Era um chefe do narcotráfico, era um provedor de finanças, responsável por múltiplas ações terroristas, crimes e exportação de droga, em particular para a América Central”, disse o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón.
O funcionário afirmou que, segundo estimativas das Forças Armadas, “Mincho” fornecia 30% de todos os recursos recebidos pelas Farc, que são consideradas uma organização terrorista pelos Estados Unidos e a União Europeia.
A Colômbia oferecia uma recompensa de quase US$ 1 milhão por informações que levassem à localização do guerrilheiro, que atuou por mais de 40 anos nas Farc.