09 de julho de 2026
Bairros

Obras no Cristo Rei estão avançadas

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

As erosões no Cemitério Cristo Rei - localizado no Parque Primavera, em Bauru -, noticiadas pelo Jornal da Cidade no último final de semana, geraram preocupação às pessoas que possuem familiares enterrados no local. Na tarde de ontem, o gerente de necrópoles e funerária da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Paulo André, afirmou que 60% das obras no local estão prontas.

Ítala Adriana Gimenes, 35 anos, veio de Agudos para ver as condições do túmulo de seu pai, enterrado no cemitério há oito anos. “Quando eu vi a matéria no jornal, vim correndo para ver. O túmulo dele fica perto da erosão e eu tenho medo que estrague. É um descaso muito grande. Agora vou pagar para que sejam feitos reparos no túmulo dele”, disse.

Uma funcionária do local, que pediu preservação da identidade, afirma que o problema se arrasta há anos. “Isso acontece não é de hoje. Eles abriram todas essas covas e nem se preocuparam. Os vizinhos reclamam diariamente na portaria do cemitério do mau cheiro que exala, principalmente quando chove.

Desde segunda-feira, uma equipe de nove funcionários da Emdurb - autarquia que  administra o cemitério -, apoiados pela Secretaria Municipal de Obras, trabalha no local para evitar que o problema se torne ainda mais grave.

  

Providências

A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb) solicitou “amigavelmente” nesta quarta-feira que a Emdurb realizasse a drenagem da água que estava acumulada no local.

“A drenagem da água já havia sido feita na segunda-feira e durante esses dias, com apoio da Secretaria de Obras que nos forneceu um caminhão e uma pá carregadeira, cimentamos a primeira rua, que chamamos de rua da Pedra. Na rua do Cruzeiro já fizemos a terraplanagem e as transversais já estão todas aterradas. Firmamos uma parceria muito importante com a secretaria. Nós fornecemos o material e eles cederam as mini guias. Posso dizer que a obra está 60% concluída”, diz Paulo André.

 

Análise do solo

Como, segundo os denunciantes, a água das chuvas que atingiram Bauru nos últimos dias adentrou os túmulos, existe a possibilidade de que essa água contaminada tenha atingido o solo.

Em nota, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb) comunicou que já advertiu a Emdurb. A assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal esclareceu também que o Departamento de Saúde Coletiva (DSC) não recebeu nenhum comunicado da autarquia para que fosse colhida amostra deste solo.

Entretanto, não é o DSC que faz esta análise. A amostra é enviada à Cetesb, que emite o laudo.

 

Risco de doenças

A enorme quantidade de moscas que ficam ao redor dos túmulos e as poças de água formadas nas erosões eram uma preocupação para a Secretaria Municipal de Saúde. O titular da pasta, Fernando Monti, explica que essas poças não são o melhor ambiente para a reprodução do Aedes aegypti, no entanto, podem ser criadouros.

“Nós sabemos que o mosquito está sofrendo adaptações e que se ele não encontrar outro local para depositar suas larvas, vai escolher as poças. Se a situação não melhorar, nós vamos notificar a Emdurb”.