08 de julho de 2026
Internacional

Morre pioneiro da inteligência cibernética

Folhapress
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Stanford - Quando você usar apenas o som da sua voz para ligar para alguém usando o celular, ou quando empregar um tradutor automático para enfrentar uma língua desconhecida, agradeça ao tio John. “Tio John” era o apelido dado por alunos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) a John McCarthy, morto aos 84 anos em Stanford, na Califórnia. Cientista da computação e professor emérito da Universidade Stanford, McCarthy foi o responsável por cunhar o termo “inteligência artificial”.

Isso foi em 1955, e a expressão virou o lema de uma conferência científica nos EUA, realizada no ano seguinte, que acabaria fazendo deslanchar o ramo das máquinas inteligentes nas décadas posteriores. Mas McCarthy fez mais do que inventar uma expressão grudenta.

Ele também desenvolveu e publicou, em 1960, a linguagem de programação Lisp, que logo se tornou a mais empregada em projetos de inteligência artificial (IA).

De lá para cá, o cientista sofreu uma grande tragédia pessoal (a morte de sua mulher, a programadora Vera Watson, escalando uma montanha do Nepal), mas continuou sua atividade de pesquisa, chegou a propor um projeto de elevador espacial e escreveu contos bem-humorados de ficção científica.

Em seu site pessoal, ele organizou um conjunto de perguntas e respostas sobre a IA para o público em geral, tentando explicar porque robôs com características humanas ainda não dirigem carros ou limpam casas, conforme se fantasiava nos anos 1960.

Ele admitia que reproduzir “todas as peculiaridades” da mente humana seria muito difícil, mas para ele o objetivo da IA era criar computadores tão capazes de resolver problemas reais quanto pessoas.