09 de julho de 2026
Internacional

São Paulo tem alta nos casos de latrocínio e queda de homicídios

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O número de latrocínios nos primeiros nove meses do ano subiu 4,43% em relação ao mesmo período de 2010 no Estado de São Paulo, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgados ontem.

Segundo a secretaria, foram 203 casos de roubo seguido de morte entre janeiro e setembro de 2010, contra 212 casos em 2011.

O número de homicídios no Estado, no entanto, caiu se comparados os nove primeiros meses de 2011 com o mesmo período do ano anterior. De acordo com a secretaria, foram registrados 3.218 homicídios dolosos (quando há intenção de matar) entre janeiro e setembro de 2010, contra 3.056 casos em 2011 - uma queda de 5,03%.

Segundo a SSP, a Capital paulista teve queda representativa no número de homicídios no Estado, com uma diminuição de 20,78% (193 casos) entre 2010 e 2011.

As tentativas de homicídio recuaram 0,96% de janeiro a setembro. Foram 3.738 casos até setembro de 2010, para 3.702 casos em 2011 -36 casos a menos.

O número de extorsões mediante sequestro caiu 10,53% nos primeiros nove meses, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram registrados 51 casos até setembro deste ano, contra 57 até setembro do ano passado, de acordo com a SSP.

O número de roubos de carga caiu 2,62% no Estado, com 136 casos a menos, até setembro. Nos primeiros nove meses do ano passado, foram registrados no 5.198 casos. Este ano, são 5.062 roubos a cargas.

Em abril deste ano, a Secretaria da Segurança Pública passou a divulgar mensalmente as estatísticas criminais e por distrito policial - antes, eram divulgados apenas por cidades, de três em três meses.

A mudança de orientação ocorreu após reportagem mostrar que o sociólogo Túlio Kahn, que foi por muitos anos responsável pela coordenação das estatísticas criminais, mantinha uma empresa que comercializava estudos com base nelas.

Publicamente, Kahn defendia o sigilo do mapa da violência por distritos, sob o argumento de que, se tornados públicos, os dados poderiam desvalorizar imóveis em regiões específicas. Kahn afirma que jamais violou o sigilo dos dados criminais, mas foi afastado de suas funções pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).