11 de julho de 2026
Regional

Homem usa rottweiler como arma para um roubo em Lençóis Paulista

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Lençóis Paulista - Um homem roubou um estabelecimento comercial no centro de Lençóis Paulista, anteontem, usando uma ‘arma’, no mínimo, curiosa. Segundo o comandante da 5ª Companhia da PM de Lençóis Paulista, tenente Roberto Trujillo Júnior, Edkleber Josias da Silva, 29 anos, roubou uma loja de eletrônicos ameaçando uma das funcionárias com um cachorro da raça rottweiler.

O crime ocorreu em um estabelecimento da rua Antonio Tedesco, uma das mais movimentadas do centro comercial da cidade. O acusado entrou na loja e se aproximou de uma das vendedoras e passou a atiçar o cão contra ela. Assustada, a funcionária entregou um minisystem apontado pelo homem. Vários clientes estavam na loja no momento e todos descreveram da mesma forma a ação do acusado, segundo o tenente Trujillo.

Após a entrega do aparelho, o homem saiu andando calmamente da loja. Acionada e com as características do rapaz, fornecidas pelas testemunhas, a equipe da Força Tática localizou o acusado a menos de uma quadra do local, no momento em que tentava esconder o equipamento roubado.

Edkleber já tinha registros policiais anteriores por roubo, furto e tráfico. Preso em flagrante, ele foi encaminhado para a Cadeia Pública de Duartina.

Depois da prisão, o cão foi entregue pelos policiais aos pais do acusado, que residem no Núcleo Habitacional João Zillo (Cecap) e são proprietários do animal.

“Nunca tinha visto uma ocorrência assim, usando um cachorro para cometer um roubo foi a primeira vez. Normalmente, é a polícia que utiliza cachorros em suas ações”, comentou o tenente.

A curiosidade da ação também surpreendeu a Comandante do Canil da PM de Bauru, subtenente Eliete Aparecida Tavares Ramos. “Eu também nunca vi nada igual”, observou.

Segundo a comandante, a ação agressiva do cachorro, descrita pelas testemunhas, pode ocorrer independentemente de seu porte ou raça, já que ao animal segue o seu líder, que no roubo em Lençóis Paulista era a única pessoa conhecida por ele, no caso, o acusado pelo crime. Sua reação em um ambiente hostil, como o centro da cidade, independe de um adestramento anterior, de acordo com a subtenente. “O cão deve ter um laço de proximidade com essa pessoa e ela se aproveitou disso. Poderia ser qualquer cão, já que o cão por instinto age como na matilha, sob uma liderança. Nesse caso, a liderança era o rapaz que estava com ele”, afirmou.

A raça escolhida pelo acusado ocorreu, na avaliação da comandante, apenas porque impõe medo, mas qualquer espécie, mesmo as de menor porte, pode agir de forma hostil e violenta, ao mesmo tempo em que um cão de grande porte poderia ser dócil e até covarde.