09 de julho de 2026
Geral

Abrigos de ônibus viram alvo de críticas e de vandalismo

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis

O cotidiano em um município sede de região  como Bauru, com circulação diária de pessoas vindas de todas as partes e com distintos objetivos, gera diferentes formas de entender a dinâmica do meio urbano. Sem cobertura, os pontos de parada de ônibus fora do corredor central da avenida Rodrigues Alves invariavelmente são alvos de críticas faça sol ou chuva. Bastou a instalação de abrigos, modificando a paisagem, para as pessoas colocarem reparo na cobertura ou reprová-los com vandalismo.

O abrigo instalado na quadra 17 da rua Antonio Alves, esquina com Manoel Bento Cruz, foi reprovado. Um vereador e uma moradora das imediações não gostaram do resultado da estrutura instalada.


Na avenida José Henrique Ferraz, no Jardim Solange, vândalos sujaram as estruturas assim que as coberturas foram instaladas, há uma semana. Não deu nem tempo para a instalação das placas publicitárias e pessoas que não compreendem a importância do patrimônio público desfiguraram a estética da estrutura, portanto com a sociedade pagando por eventuais reparos.

Como Bauru é um polo regional de comércio e serviços, referência médica e estudantil recebe visitantes da região, de todo o Estado, do País e mesmo estrangeiros. Quem se incomoda pode atribuir o vandalismo à administração pública por entender que é reflexo do descuido da prefeitura. Sem a cobertura, quem aguarda o ônibus vive se escondendo da chuva ou do sol ou do vento. Com a chegada da cobertura, o abrigo ou cestos de lixo ou placas de sinalização indicativas ou de trânsito, como as da novíssima Nações Norte, viram murais dos vândalos, que se apropriam do espaço público sem o mínimo bom senso.     

A Emdurb está determinada com a proposta de implantar o novo modelo de abrigos para pontos de ônibus. O cronograma prevê a instalação de um total de 1.200 coberturas, dotadas com assentos, posicionadas em lugares de grande fluxo de pessoas.

Inicialmente, a Emdurb instalou alguns na avenida Nações Unidas esquina com Rodrigues Alves, o principal ponto de desembarque no Centro de quem chega sentido rodoviária. Na Praça do Líbano, do outro lado da avenida, os abrigos chegaram na semana passada.

A prioridade é para lugares na proximidade de supermercados e de hospitais. O instalado na Antônio Alves é um dos primeiros e atende também a usuários de várias unidades hospitalares. A Emdurb, por intermédio de uma nota enviada por sua assessoria de imprensa ao JC, argumenta que o abrigo implantado na Antônio Alves é um equipamento que atende a expectativa de muitas pessoas e que, naquele ponto, não existia cobertura há muito tempo. No entanto, a Emdurb contemporiza mencionando que, em determinadas vias, não é possível a instalação de um modelo maior, então se optou naquela parada de ônibus por um compatível com o calçamento estreito. Quanto à incidência do sol, a empresa pública argumenta que, em determinado momento, “nenhum abrigo irá proteger dos raios solares a não ser que seja totalmente fechado, o que é inviável”.

Na avenida José Henrique Ferraz há um supermercado com grande movimentação de moradores da região.

A Emdurb ainda ressalta que os abrigos terão custo “zero” para a Prefeitura de Bauru, viabilizados em uma parceria com uma empresa de mídia, e ainda podem gerar renda, pois foram licitados com possibilidade de exploração publicitária. A empresa de publicidade, sabendo da probabilidade de depredações, criou uma campanha institucional para alertar as pessoas sobre a importância da cobertura com adesivo e painel com a mensagem em tom de conscientização: “Muito mais conforto ao cidadãos que dependem deste meio de transporte”.