10 de julho de 2026
Regional

Ceramistas ameaçam greve se não conseguir reajuste com patrões


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Barra Bonita - Se as negociações com o sindicato patronal da categoria não avançarem no próximo dia 1º de novembro, trabalhadores de cerâmicas da região, sobretudo de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê – onde se concentram a maior parte das fábricas do setor – poderão paralisar as atividades por tempo indeterminado. Além de reajuste salarial, o sindicato que representa os trabalhadores pede mudanças na forma de concessão de cestas básicas e aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Segundo o presidente do Sindicato da Construção e do Mobiliário de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê, Marcelo Maganha, apesar da data-base da categoria ser em outubro, as negociações só começaram há uma semana. “Nós protocolamos, no início de setembro, nossa pauta de reivindicações. Eles marcaram a primeira reunião somente para a semana passada, no dia 17. Nós achamos que foi um descaso do patronato”, diz. “E na primeira reunião eles não apresentaram nenhuma proposta”.

Ontem, de acordo com ele, foram agendadas manifestações na região de Itu. Para hoje, estão previstas paralisações em uma fábrica de Vinhedo. Uma nova rodada de negociações – a terceira – está agendada para o dia 1º de novembro. “Se não tiver acordo, a gente vai seguir o cronograma. E Barra Bonita e Igaraçu estão dentro desse cronograma”, afirma. “A paralisação é possível e tem grandes chances de acontecer porque eu não vi uma disposição em negociar, o patronato não está cedendo”.

Além do repasse do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), no valor de 7,30%, o presidente do sindicato conta que a categoria pleiteia um aumento real de 5%, atingindo reajuste salarial total de 12%, e mudanças na forma de concessão da cesta básica. Hoje, segundo Maganha, quem tem qualquer tipo de falta fica sem o benefício. O pedido é para que faltas consideradas justificadas, como acidente de trabalho e auxílio-doença, não impeçam o trabalhador de receber a cesta básica.

O sindicato também reivindica aumento no PLR, alegando aquecimento nas vendas nos últimos meses. “As empresas do setor estão a todo vapor. Existe uma demanda muito grande no setor da construção civil e existe uma demora até para a entrega de material”, explica.