Transpor uma pinguela de madeira na favela do Jardim Europa é aventura para praticantes de esportes radicais. Os moradores do lugar são vítimas da “ponte” sobre um córrego que pode ser levada pela correnteza em uma eventual cheia durante a chuva.
Celma Dionice Cruz, Rosalina de Souza Guedes e Sidnéia Rodrigues de Souza Oliveira caíram em um buracão que se formou na parte destruída da pinguela. Rosalina tirou a botinha de gesso na manhã desta quinta-feira (27). Já Celma acredita que terá que engessar a perna direita.
A ponte está pensa para um dos lados e resta um espaço mínimo para a passagem de um pedestre por vez. Quem encara a passagem corre risco de pisar em falso, desequilíbrar-se e cair no buraco. Não há nenhum ponto para se segurar.
Foi essa situação que provocou a queda de Rosalina e Celma no último domingo (23). Rosalina descreve que lesionou a articulação do pé direito quando retornava para sua casa depois da igreja. A moradora conta que a dor foi insuportável e o pé precisou ser imobilizado. “Ainda estou tomando os remédios”, acrescenta.
Celma relata que voltava para sua residência e quando já chegava ao outro lado da pinguela, sentiu que escorregava devido à areia sobre a madeira e caiu no buraco. Os moradores reclamam que já faz um ano que a passagem interligando o bairro está cada dia mais deteriorada.
Confira os detalhes na edição impressa desta sexta-feira (28).