09 de julho de 2026
Polícia

Menino assassinado em Dois Córregos foi enterrado neste sábado

Por Da redação JCNet
Atualizado às 18h10<
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| Tempo de leitura: 2 min

Neide Carlos

Emocionados, amigos e familiares acompanharam o enterro

Dois Córregos – “Pai, você me ajuda a lutar?”. Poucos ouviram essa frase, mas talvez ela tenha sido responsável por um dos momentos mais comoventes na despedida de Rafael Peres, de 11 anos, morto e estuprado nesta sexta-feira (28) na fazenda onde morava com a filha. A frase foi dita por Rafaela, irmã gêmea do menino, instantes após o enterro, na tarde deste sábado (29), no cemitério de Dois Córregos.

O último adeus a Rafael levou cerca de 300 pessoas ao Velório Municipal na cidade. O sentimento era de indignação e inconformismo diante do crime brutal contra o garoto descrito por parentes e amigos como ‘um anjo de Deus’ em terra. Muitos moradores de Dois Córregos também foram ao enterro, sensibilizados com a dor da família e chocados com o ocorrido no município com menos de 30 mil habitantes.

Rafael vivia com o pai, a mãe e mais quatro irmãos na Fazenda Limoeiro, onde foi assassinado por José Márcio da Silva, que como a família do menino, trabalhava no local. Poucos parentes conseguiam falar sobre o caso diante da comoção na despedida de Rafael. A prima dele, Elisabeth Nicolette, conta que se tratava de um garoto comum, muito alegre e brincalhão. “O Rafa adorava tudo o que era da fazenda. Gostava de pescar, de caçar. A gente acredita, inclusive, que o monstro que fez aquilo com ele usou isso para atraí-lo”, disse ao JC.

Elisabeth afirma que Rafael era muito apegado ao pai Pedro Paulo, à mãe Maria de Fátima e aos irmãos mais velhos Plínio, Paulo Eduardo e Ricardo. “Nossa família era muito unida. Mas a ligação mais especial dele era com a irmã gêmea, Rafaela. No último ano, os dois ficariam em salas separadas na escola, mas não conseguiram. A diretora precisou mudar”, lembra a prima do menino.

No momento em que o caixão de Rafael seria fechado, ainda no velório, a irmã gêmea beijou sua mão e pediu para que Deus lhe acompanhasse. Na sequência, o desespero – humano e divino – da mãe emocionou a todos. “Eu nunca mais vou ver você, meu filho?”, gritou Maria de Fátima antes de passar mal e ser acudida pelo marido e pai do menino.

 

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