09 de julho de 2026
Nacional

Alunos fazem reunião e decidem manter ocupação em prédio da USP

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo  - Os estudantes da USP realizaram uma reunião na noite de anteontem e decidiram manter a ocupação no prédio da Administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo. Os alunos pedem a revogação do convênio da universidade com a Polícia Militar.

A ocupação do imóvel aconteceu após um confronto entre estudantes e policiais militares. A briga ocorreu após a PM deter três alunos que estariam fumando maconha dentro de um carro, no câmpus. Eles foram levados à delegacia e liberado em seguida.

Segundo João Vitor Pavesi de Oliveira, diretor do Diretório Central de Estudantes (DCE), a principal reivindicação é a retirada da PM do campus. O grupo pede ainda garantia de autonomia nos espaços estudantis e que a reitoria retire os processos criminais e administrativos movidos contra estudantes, professores e funcionários.

Uma nova assembleia de estudantes deverá ocorrer na noite de hoje para decidir o rumo dos protestos.

O confronto de anteontem foi o primeiro problema envolvendo policiais e universitários desde que a PM passou a fazer a segurança do campus, há 50 dias. O convênio entre a corporação e a USP foi assinado para tentar reduzir a criminalidade no local. Em maio, o estudante Felipe Ramos de Paiva, 24 anos, morreu baleado numa tentativa de roubo.

A reitoria disse ontem, em nota, que a decisão de firmar um convênio com a Polícia Militar foi aprovada pelo Conselho Gestor do Campus da Capital e, portanto, pela ampla maioria dos representantes da comunidade acadêmica.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que o governo vai apurar possíveis excessos no conflito. "Ninguém tolera nenhum excesso. Agora, não tem nenhum estudante ferido e nós tivemos policial ferido e várias viaturas danificadas. A lei é para todos, ninguém está acima da lei", afirmou.