09 de julho de 2026
Internacional

Após ataques, Jihad Islâmica se compromete com trégua em Gaza


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Bagdá - O movimento da Jihad Islâmica anunciou ontem que alcançou acordo de trégua com Israel, após 24 horas de ataques na faixa de Gaza e arredores, que tiraram a vida de nove de seus milicianos palestinos e de um civil israelense.

“A Jihad Islâmica respondeu aos esforços de trégua, mas nos nos reservamos o direito de responder a qualquer agressão. Criamos um balanço de horror com o inimigo, que foi quem suplicou por uma trégua”, declarou, em comunicado divulgado aos jornalistas, Abu Ahmed, porta-voz do braço armado do movimento, as Brigadas Al Quds.

Com a ajuda do Egito nas negociações, o grupo se comprometeu em cumprir a trégua, estabelecida depois que ao menos dez pessoas morreram ontem. O governo egípcio faz a intermediação do diálogo entre israelenses e palestinos, que não conversam diretamente.

“Pararemos de lançar foguetes contra Israel quando eles retirarem dos céus de Gaza todos os aviões de combate”, disse Dawud Shehab, membro da Jihad Islâmica.

De acordo com a agência de notícias palestina “Maan”, a mediação egípcia foi que permitiu o acordo de trégua, em vigor desde as 6h de hoje (2h de Brasília). Ainda assim, a polícia israelense disse que os ataques contra o sul de Israel continuaram, apesar de um porta-voz do Exército afirmar que não existia atividade militar em Gaza.

O pacto de cessar-fogo coloca fim a 24 horas de confrontos, que começaram ontem, com um ataque da aviação israelense contra um campo de treinamento das Brigadas Al Quds, que matou cinco milicianos e feriu três.

Depois disso, houve o lançamento de cerca de 40 foguetes e bombas a partir de Gaza contra o território israelense, deixando um civil morto e dois feridos. Cinco bombardeios aéreos israelenses no norte e no sul da faixa mataram mais tarde outros quatro milicianos da Jihad Islâmica.

Como medida preventiva, Israel fechou escolas em comunidades ao sul, localizadas a uma distância de até 40 km de Gaza, assim como universidades e colégios que deveriam começar suas atividades acadêmicas hoje. Policiamento extra foi levado de outras partes do país.

A imprensa palestina havia informado que o governo do Hamas mantinha contatos com Egito, Turquia e representantes da ONU para tentar conter a crise iniciada após os ataques.

De Ramallah, a ANP, liderada por Mahmoud Abbas, apelou aos grupos milicianos para exercerem restrição a fim de “evitar uma guerra com Israel na faixa de Gaza”, como a que acabou no final de 2008 com a morte de mais de 1.400 palestinos.

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, alertou que Israel se defenderia dos ataques se fosse necessário.